Bombardeios no Irã deixam 200 mortos em ataque a escola
Ofensiva militar de EUA e Israel contra o Irã gera alta mortalidade e tensões regionais
A ofensiva militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no último sábado, resultou em um saldo trágico de ao menos 201 mortos e 747 feridos, conforme dados de uma organização humanitária iraniana. Os ataques atingiram 24 das 31 províncias do Irã, configurando-se como a maior ação militar direta contra o país em várias décadas.
Entre os alvos dos ataques, uma escola de meninas na cidade de Minab foi devastada, resultando na morte de pelo menos 57 estudantes e deixando 60 feridas durante o horário escolar. Autoridades locais indicam que o total de mortes pode ser ainda maior, com dezenas de vítimas ainda sob os escombros do prédio.
O governador da província confirmou a destruição da escola. Nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciou o bombardeio como um “crime flagrante” e fez um apelo à comunidade internacional para que tome medidas imediatas. Ele ressaltou a responsabilidade do Conselho de Segurança da ONU em agir diante da situação.
A Organização das Nações Unidas (ONU) também pediu um cessar-fogo imediato, enquanto diversos países, incluindo o Brasil, expressaram sua condenação à ofensiva militar.
Ataque ocorre após rodada de negociações nucleares
Os bombardeios ocorreram logo após uma rodada de negociações entre Washington e Teerã sobre os limites do programa nuclear iraniano. O Irã defende que seu programa nuclear tem fins pacíficos, enquanto Estados Unidos e Israel consideram que tal desenvolvimento representa uma ameaça estratégica e pode ter objetivos militares.
O presidente dos Estados Unidos justificou a operação como uma medida para eliminar uma ameaça de longa data e impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Ele também afirmou que a ação visava proteger os interesses americanos na região.
Além disso, Trump sugeriu que as forças de segurança iranianas deveriam depor suas armas e instou a população a derrubar o regime após os bombardeios.
O primeiro-ministro israelense descreveu a operação como preventiva, alegando que o complexo do líder supremo iraniano foi destruído e que comandantes da Guarda Revolucionária e figuras do setor nuclear foram mortos.
Irã reage com mísseis e amplia risco regional
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e países que abrigam bases militares americanas, como Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. A Guarda Revolucionária Islâmica confirmou os ataques e prometeu dar continuidade a essas ações.
Sirenes de alerta aéreo foram acionadas em diversas cidades israelenses devido ao risco de novos ataques. Bases militares americanas na região entraram em estado de alerta, e explosões foram reportadas em várias cidades iranianas, incluindo Teerã, causando pânico e deslocamento de moradores. Analistas internacionais indicam que essa troca direta de ataques representa uma ruptura significativa em relação ao padrão anterior de confrontos indiretos, elevando o risco de um conflito regional aberto.
Khamenei está morto? Informações contraditórias
No epicentro da crise está a incerteza sobre o destino do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989. Israel afirmou que Khamenei foi morto durante a operação, com um funcionário israelense alegando que seu corpo foi encontrado. Autoridades americanas também acreditam que Khamenei e outros líderes importantes do país foram mortos no ataque inicial.
No entanto, a mídia estatal iraniana negou a morte do líder, afirmando que Khamenei está “firme e inabalável no comando da situação”. Uma fonte próxima ao líder declarou que ele continua a comandar as operações no campo de batalha. Até o momento, não há confirmação independente sobre a morte do líder supremo.
Quem é Ali Khamenei
Ali Hosseini Khamenei, nascido em 1939 em Mashhad, é o líder supremo da República Islâmica do Irã desde 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador do regime instaurado pela Revolução Islâmica de 1979. Antes de assumir essa posição, foi presidente do Irã de 1981 a 1989, período marcado pela Guerra Irã-Iraque e repressões internas
