Boulos comenta saída de grupo do PSOL e analisa novos rumos políticos
Guilherme Boulos responde a rumores sobre saída do PSOL
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, se manifestou nesta sexta-feira (20) sobre uma nota divulgada por uma dissidência da Revolução Solidária, grupo do qual faz parte no PSOL. A nota afirmava que ele estaria se preparando para deixar o partido e migrar para o PT.
Boulos classificou a carta como “apócrifa” e afirmou que o grupo se “apequenou”, revelando um “oportunismo e desespero”. Ele expressou preocupação com a direção política que alguns membros do PSOL estão tomando, lamentando a divulgação de informações distorcidas.
Fontes internas do PSOL sugerem que Boulos já teria informado a aliados sobre sua possível saída, levando consigo filiados que fazem parte do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). No entanto, aliados do ministro negam essas informações, afirmando que se tratam de rumores infundados e desafiando os que afirmam que Boulos deixará o partido a apresentarem provas concretas.
Uma nota em circulação entre os membros do PSOL, sem a assinatura de filiados, indica que Boulos teria comunicado sua saída na noite de quinta-feira (19). Essa informação tem sido compartilhada por aqueles que estão descontentes com sua atuação como ministro.
De acordo com a nota, a Coordenação Nacional da Revolução Solidária foi informada da decisão de Boulos de deixar o PSOL em favor do PT, e há alegações de que parlamentares e pré-candidatos do PSOL estão sendo pressionados a seguir o ministro nessa mudança.
O grupo que divulgou a nota apelou aos militantes da Revolução Solidária que permaneçam no PSOL e se reorganizem para enfrentar a crise interna, reafirmando o compromisso com o projeto do partido e com a reeleição de Lula.
Guilherme Boulos é filiado ao PSOL desde 2018 e assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025, substituindo Márcio Macêdo. Sua nomeação gerou controvérsia e foi criticada por setores do próprio partido.
Recentemente, o diretório nacional do PSOL rejeitou uma proposta de federação com o PT para as eleições de 2026, com um resultado de 47 votos contra 15. A Revolução Solidária, que Boulos lidera, era a principal defensora dessa aliança, mas o partido optou por continuar a federação com a Rede Sustentabilidade.
