Brasil avança na construção da maior ponte marítima da América Latina com parceria da China
Ponte Salvador–Itaparica terá 12,4 km e deve transformar mobilidade, turismo e logística no litoral baiano
O Brasil deu mais um passo significativo em infraestrutura ao confirmar a construção da Ponte Salvador–Itaparica, um empreendimento de 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos os Santos, no litoral da Bahia. O projeto, considerado o maior do tipo sobre lâmina d’água na América Latina, será viabilizado por uma parceria estratégica com empresas chinesas especializadas em engenharia pesada, visando ampliar a conectividade e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região.
Detalhes da obra
A ponte ligará a capital baiana, Salvador, à Ilha de Itaparica, substituindo o atual sistema de ferry-boat e reduzindo de forma significativa o tempo de viagem entre os dois pontos. Fragmentos do projeto sugerem que a construção está oficialmente programada para iniciar em junho de 2026, com conclusão prevista para junho de 2031, conforme o cronograma estabelecido no projeto executivo.
O valor da obra é estimado em cerca de R$ 11 bilhões, e seu desenho inclui:
Trechos de 12,4 km sobre água, divididos entre acessos e o segmento central da ponte;
Segmento estaiado principal de aproximadamente 900 metros, com altura suficiente para permitir a passagem de grandes navios;
Trechos terrestres complementares, com novas vias, túneis, viadutos e conexões rodoviárias em solo baiano.
Parceria internacional e tecnologia
A execução ficará a cargo de um consórcio de gigantes da engenharia chinesa, incluindo grupos como a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e a China Communications Construction Company (CCCC). Essas empresas venceram o leilão internacional do projeto e assinaram o contrato com o governo da Bahia após negociações técnicas e financeiras que envolveram autoridades dos dois países.
A construção da ponte também simboliza o aprofundamento das relações entre Brasil e China em infraestrutura, destacando a presença chinesa em projetos de grande escala no país e reforçando a capacidade técnica dessas empresas para obras complexas de engenharia civil.
Impactos esperados
Quando concluída, a ponte Salvador–Itaparica terá efeitos significativos sobre a mobilidade urbana, o transporte de cargas e o turismo regional:
Redução da distância rodoviária em cerca de 250 km entre Salvador e a região sul da Bahia;
Economia de tempo de viagem estimada em mais de 40% em comparação com rotas alternativas;
Fortalecimento do turismo ao facilitar o acesso à Ilha de Itaparica e a outros polos turísticos do Recôncavo Baiano;
Geração de empregos diretos e indiretos durante a fase de obra e após a inauguração.
Especialistas em infraestrutura apontam que projetos desse porte podem catalisar novos investimentos no entorno e transformar regiões antes limitadas por barreiras geográficas em novos eixos de desenvolvimento econômico sustentável.
Fotos: Divulgação
