Brasil registra 1,66 milhão de casos e 1.793 mortes por dengue em 2025

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Casos de dengue no Brasil caem drasticamente em 2025, refletindo uma melhora nas condições de saúde pública.

O Ministério da Saúde registrou 1.655.644 casos e 1.793 óbitos por dengue em 2025. Esses números representam uma queda significativa de quase 75% nos casos e 71% nas mortes em comparação a 2024, que foi considerado o pior ano da doença no país.

No ano anterior, o Brasil enfrentou 6.563.561 casos da doença e 6.321 mortes, um cenário alarmante que superou até mesmo os índices de mortalidade da COVID-19. Essa redução em 2025 é um indicativo positivo, demonstrando a eficácia das medidas de controle e prevenção implementadas.

O aumento de casos e mortes em 2024 coincidiu com o período chuvoso, que vai de novembro a maio, quando as condições para a proliferação do mosquito Aedes aegypti se tornam mais favoráveis. Durante esses meses, o sistema de saúde brasileiro foi severamente pressionado, refletindo a necessidade urgente de intervenções eficazes.

A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou críticas devido à diminuição de 61% nos investimentos em campanhas de prevenção contra a dengue entre 2022 e 2023, comparado ao governo anterior. Essa redução orçamentária gerou um debate acalorado sobre a eficácia das estratégias de combate à doença.


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VACINA

A primeira vacina de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, começou a ser aplicada em janeiro de 2026. Inicialmente, o público-alvo inclui pessoas de 15 a 59 anos, além de profissionais da saúde que atuam nas Unidades Básicas de Saúde.

Estudos indicam que a vacina pode reduzir a carga viral em indivíduos infectados e é eficaz contra os diferentes genótipos do vírus que circulam no Brasil. Essas conclusões foram publicadas na revista The Lancet Regional Health – Americas.

A vacina recebeu aprovação da Anvisa em novembro de 2025, após cinco anos de acompanhamento de 16.000 voluntários em ensaios clínicos. Os dados demonstraram uma eficácia geral de 74,7% e uma impressionante taxa de 91,6% contra formas graves da dengue, representando um avanço significativo na luta contra essa doença endêmica.

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