BRB divulga estratégia para recuperação de capital após prejuízos com Master
BRB apresenta plano ao Banco Central para recomposição de capital e liquidez.
O Banco de Brasília (BRB) submeteu ao Banco Central um Plano de Capital com medidas para restabelecer seu balanço e fortalecer sua liquidez em até 180 dias.
O plano foi apresentado pelo presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. As ações propostas visam garantir a sustentabilidade do banco e a estabilidade de suas operações, além de assegurar transparência a clientes, investidores e parceiros.
De acordo com o BRB, as medidas serão implementadas caso se prove a necessidade de um aporte do governo do Distrito Federal, o que dependerá das investigações em andamento. O banco não divulgou valores específicos em seu comunicado oficial.
Investigações recentes apontaram que operações com o Banco Master resultaram em um prejuízo significativo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. Apesar da gravidade da situação, o banco não detalhou as ações apresentadas ao BC, limitando-se a afirmar que o plano protege seus clientes e garante a continuidade de suas atividades.
O BRB delineou cinco possibilidades para levantar capital: empréstimos de outras instituições financeiras, venda de ativos, criação de um fundo imobiliário com terrenos do GDF, aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal e empréstimos do GDF com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Vale destacar que as medidas que envolvem recursos do governo distrital necessitam da aprovação da Câmara Legislativa do DF. O objetivo do plano é injetar liquidez, reduzir a dimensão da instituição e minimizar a necessidade de novos aportes em um cenário de restrições fiscais.
Recentemente, o BRB teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos de alta qualidade, como crédito consignado, para conter a fuga de capitais após a liquidação do Banco Master. Além disso, o banco está em negociações para vender quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito, com garantias do Tesouro Nacional, o que poderia gerar cerca de R$ 730 milhões em valor presente.
As investigações em curso analisam a compra de aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, que continham ativos superfaturados ou inexistentes. O BRB declarou que cerca de R$ 10 bilhões desse total foram substituídos ou liquidados, negando o bloqueio de bens.