Castro exonera 11 secretários que planejam concorrer nas eleições do Rio de Janeiro
Governador do Rio exonera secretários em meio a processo de cassação
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tomou a decisão de exonerar 11 chefes de secretarias estaduais nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. Essa medida ocorre em um contexto político delicado, com a proximidade de um julgamento que pode resultar na cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As exonerações foram motivadas pela intenção dos secretários de concorrer a cargos eletivos nas eleições de outubro. Entre os exonerados estão figuras conhecidas da política fluminense, como ex-vereadores e deputados estaduais, que agora buscarão novas oportunidades no cenário político.
Além disso, há uma expectativa crescente de que Cláudio Castro possa renunciar ao cargo na próxima segunda-feira, 23 de março, caso o julgamento avance em direção à sua condenação. O TSE já apresenta um placar de 2 a 0 pela cassação, com o ministro Nunes Marques pedindo vista do processo, que será retomado em 24 de março.
As ações em questão investigam alegações de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, com foco em contratações temporárias realizadas pelo governo estadual. Essas contratações, feitas por meio da Ceperj e da UERJ, são apontadas como estratégias para favorecer a campanha de reeleição de Castro.
O Ministério Público Federal (MPF) alega que essas contratações foram utilizadas para beneficiar a candidatura de Castro, e o caso chegou ao TSE após uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que o absolveu em 2024. As suspeitas começaram a surgir durante a campanha eleitoral de 2022, gerando um clima de incerteza sobre o futuro político do governador.
