Chacina no Litoral Norte gaúcho terá autores julgados em júri popular após dois anos

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Júri popular inicia para acusados de chacina em Tramandaí

O júri popular dos quatro acusados de uma quíntupla execução ocorrerá nesta quinta-feira (9), em Tramandaí, no Litoral Norte. O crime transpôs a fronteira do município vizinho, Cidreira, e ocorreu em 10 de abril de 2024. A expectativa é que a sessão dure dois dias, incluindo os depoimentos dos réus e de 11 testemunhas.

A execução é considerada de motivo torpe, complicando a defesa e visando garantir a impunidade por meio da ocultação de evidências. Os réus também enfrentam acusações relacionadas a roubos, incêndio e destruição de cadáveres, o que agrava ainda mais a gravidade do caso.

Conforme as investigações, o grupo invadiu duas residências, acreditando que eram pontos de tráfico de drogas de um grupo rival. As casas estavam localizadas no bairro Parque dos Pínus, em Cidreira.

No primeiro local, um galpão de madeira utilizado para reciclagem, três pessoas foram mortas a tiros, enquanto outras duas sobreviveram ao ataque. O segundo imóvel resultou em mais duas execuções, com um terceiro ferido, que também se recuperou. As vítimas incluíam um jovem de 19 anos, um homem de 44, além de três idosos com idades de 61, 66 e 68 anos. É importante ressaltar que nem todos tinham antecedentes criminais.

Após o massacre, os criminosos roubaram um veículo e outros bens da primeira residência e, em seguida, incineraram o local, tentando eliminar quaisquer vestígios que pudessem apontar para sua autoria. Todos os cinco indivíduos envolvidos no crime foram capturados e estão detidos desde então.

O julgamento será conduzido pelo juiz Gilberto Pinto Fontoura, enquanto o Ministério Público do Rio Grande do Sul será representado pelo promotor André Luiz Tarouco Pinto.

A defesa contará com a atuação das advogadas Daniele Silva dos Santos, Elisângela Franco Lopes Victoria, Mariana Mazon Cavalheiro, Marjori Bongli Rohde, Nathana Sabrina Godinho Alves e Viviane Dias Sodré, além do defensor Antonio Trevisan Fregapane.

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