China planeja investir US$ 32 bilhões na construção de canais
China investe em corredor fluvial para conectar interior ao Sudeste Asiático até 2026.
O governo chinês planeja um investimento significativo de cerca de US$ 32 bilhões na construção de um corredor fluvial de 3.200 km, que ligará o interior do país ao Sudeste Asiático. A primeira fase desse projeto ambicioso, o Canal de Pinglu, está prevista para ser inaugurada até o final de 2026.
Esse projeto visa fortalecer ainda mais as relações comerciais entre a China e a região do Sudeste Asiático, que já se destacou como o principal destino das importações chinesas. Em 2025, a Asean se tornou a maior parceira comercial da China, com uma balança comercial que ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão.
O Canal de Pinglu, que custará aproximadamente US$ 10,4 bilhões, estabelecerá uma conexão entre o golfo de Beibu, no sul da China, e a cidade de Nanning, capital da região autônoma de Guangxi. As obras já estão em andamento e o canal terá uma extensão de 134 km, quase o dobro do comprimento do Canal do Panamá, e será capaz de suportar embarcações de até 5.000 toneladas.
Além disso, há planos para um segundo canal, o Canal de Xianggui, que representa um desafio maior e cuja viabilidade ainda está sendo avaliada pelo governo. Este canal terá uma extensão de 300 km, mais de três vezes o tamanho do Canal do Panamá, ligando os rios Li e Xiang. O investimento estimado para essa obra é de US$ 21,6 bilhões, um valor que pode ser um obstáculo para sua aprovação.
A decisão sobre o futuro do Canal de Xianggui dependerá da sua inclusão no Plano Quinquenal Nacional 2026-2030, que será apresentado pelo governo chinês em março. Este plano é crucial, pois define os principais projetos de infraestrutura que serão priorizados nos próximos cinco anos, e a pressão das províncias beneficiadas pela nova hidrovia pode influenciar essa decisão.
