China pressiona Trump a cancelar tarifas após decisão da Suprema Corte
China pede suspensão de tarifas impostas pelos EUA após decisão judicial.
A China solicitou a suspensão das tarifas de importação elevadas pelos Estados Unidos, em uma medida que reflete as crescentes tensões comerciais entre as duas potências. O pedido foi feito após uma decisão da Suprema Corte dos EUA que considerou que o aumento das tarifas, implementado pelo presidente, ultrapassou sua autoridade legal.
O Ministério do Comércio chinês declarou que as tarifas “violaram as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, e não são do interesse de nenhuma das partes”. Essa declaração destaca as preocupações de Pequim sobre as consequências da política tarifária americana.
O aumento das tarifas foi anunciado em meio a um contexto de disputas comerciais que já se arrastam por anos, com a China realizando uma avaliação abrangente da recente decisão judicial. O ministério chinês também observou que os EUA parecem estar buscando alternativas para manter as tarifas, incluindo investigações comerciais.
“A China continuará acompanhando de perto essa situação e defenderá firmemente seus interesses”, afirmou o ministério.
Tarifas de Trump
O presidente dos EUA anunciou um aumento das tarifas globais de importação de 10% para 15% em uma postagem em sua rede social, destacando a necessidade de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas”. Essa decisão foi tomada após uma análise detalhada da decisão da Suprema Corte, que questionou a legalidade das tarifas.
Trump afirmou que a elevação das tarifas é legal e que sua administração irá definir novas tarifas que serão aplicadas globalmente nas próximas semanas. Ele reforçou que essa medida faz parte de sua estratégia para “tornar a América grande novamente”.
“…como Presidente dos Estados Unidos da América, estarei, imediatamente, elevando a tarifa mundial de 10% sobre os países (…) para o nível legalmente permitido de 15%.”
Entenda a decisão da Suprema Corte
A decisão da Suprema Corte, liderada pelo presidente John Roberts, determinou que Trump necessita de uma “autorização clara do Congresso” para justificar a imposição de tarifas. Este julgamento resultou de uma ação judicial movida por empresas afetadas e estados que contestaram a legalidade das tarifas.
Os juízes confirmaram que Trump extrapolou sua autoridade ao utilizar a IEEPA, de 1977, para implementar as tarifas. Em resposta à decisão, Trump descreveu a situação como “uma vergonha” e mencionou que já possuía um “plano B” para manter as tarifas sobre produtos importados.
