China registra 16 mil passageiros por hora e 9,5 bilhões de viagens com trem de alta velocidade

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A China enfrenta a maior migração humana do mundo durante o Ano Novo Lunar.

A China vivencia novamente a maior migração humana do planeta, impulsionada pelo Ano Novo Lunar, que começou em 17 de fevereiro. Com mais de 1,4 bilhão de habitantes, o país enfrenta um desafio singular, sem a presença de fome, guerra ou perseguição, mas com um intenso movimento de pessoas em busca de suas origens.

Este ano, o Ano do Cavalo de Fogo traz previsões de complicações em relacionamentos e um aumento na ocorrência de desastres naturais relacionados ao calor. Especialistas em feng shui alertam para as tensões que já se manifestam nos deslocamentos, refletindo a busca por passagens de trem, que se tornaram o item mais desejado antes do feriado.

Tradicionalmente, o Ano Novo Lunar é marcado por uma migração em massa das cidades para o campo, onde os trabalhadores chineses retornam para casa durante o Festival da Primavera, que se estende por 15 dias. Contudo, as viagens acumulam-se ao longo de 40 dias, com uma previsão de 9,5 bilhões de deslocamentos este ano, refletindo uma mudança nas dinâmicas familiares, com pais viajando para as cidades onde seus filhos trabalham.

O trem como eixo central

Com o aumento dos preços das passagens aéreas, muitos, como o viajante que partiu de Xangai rumo a Longkou, optam pelo trem. Xangai, com sua estação sul de design inovador, espera receber 15 milhões de passageiros anualmente, enquanto a estação central movimenta cerca de 60 milhões de pessoas por ano.

A antiga estação mais movimentada da China, em Guangzhou, registrava 170 milhões de passageiros anualmente, com uma média de 600 trens operando diariamente. Recentemente, uma nova estação ferroviária em Chongqing, a maior do mundo, foi inaugurada, com capacidade para 16 mil passageiros por hora, destacando-se como um marco no transporte ferroviário.

Esses dados evidenciam a relevância do trem como o meio de transporte mais eficiente em um país de dimensões continentais. Desde os anos 2000, a China desenvolveu a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, revolucionando o setor e estabelecendo novos padrões de velocidade e eficiência.

A inovação não para por aí. Robôs atuam como comissários de bordo, e a conectividade nos trens supera a dos aviões, tornando-os a escolha preferida dos viajantes. A China se destaca como referência global em tecnologia ferroviária, com exemplos sendo citados por autoridades de transporte de outros países, como a Espanha.

O Japão, que outrora dominava o setor de trens-bala, agora observa a China como líder indiscutível, com um sistema que continua a quebrar recordes e estabelecer novos patamares de velocidade e eficiência no transporte ferroviário.

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