Chuvas em Minas Gerais causam 47 mortes e 20 desaparecidos
Enchentes em Minas Gerais resultam em 47 mortes e 20 desaparecidos.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) atualizou os dados sobre as enchentes e deslizamentos que afetaram a Zona da Mata, confirmando um total de 47 fatalities. A situação crítica tem gerado grande preocupação nas comunidades locais.
Até o momento, foram recuperados 41 corpos em Juiz de Fora e 6 em Ubá, enquanto 20 pessoas continuam desaparecidas. As operações de resgate estão sendo intensificadas para localizar essas vítimas e prestar assistência às famílias afetadas.
Cerca de 120 bombeiros estão envolvidos nas ações de salvamento e resgate. O coronel Joselito Oliveira de Paula, do 3º Comando Operacional de Bombeiros, destacou a importância de evitar que as famílias evacuadas retornem às áreas de risco, o que poderia agravar ainda mais a situação.
“Pessoas que foram retiradas das áreas de risco voltaram, mas elas precisam desocupar essas áreas”, alertou o coronel durante uma coletiva de imprensa no Parque Jardim Burnier, uma das regiões mais afetadas pela tragédia.
A previsão do tempo indica chuvas moderadas na Zona da Mata, o que poderá facilitar os trabalhos de resgate e a recuperação dos serviços essenciais. A continuidade das operações é crucial para restabelecer o fornecimento de água e energia elétrica, além de garantir a segurança das comunidades impactadas.
Desabrigados
Mais de 400 pessoas estão desabrigadas em Juiz de Fora, e 197 estão desalojadas. Em Ubá, o número de desabrigados é de 38, enquanto 321 pessoas estão desalojadas. Até agora, mais de 200 indivíduos foram resgatados de áreas de risco, destacando a urgência da situação.
Desalojados são aqueles que deixaram suas casas devido a riscos ou danos, mas que têm onde ficar, como com familiares ou amigos. Já os desabrigados perderam suas residências ou não podem retornar a elas, dependendo de abrigos públicos ou sociais para sobrevivência.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitou a região e anunciou que equipes do governo federal permanecerão no estado por tempo indeterminado. Isso inclui especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) e outras equipes de suporte.
Além disso, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), juntamente com o Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, estão prestando atendimento à população afetada.
Calamidade pública
A Defesa Civil Nacional declarou estado de calamidade pública em Juiz de Fora, e de forma sumária, nas cidades de Ubá e Matias Barbosa. As portarias reconhecendo essa situação foram publicadas em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Esse reconhecimento federal permite que os municípios solicitem recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para implementar ações de defesa civil, fundamentais para a recuperação das áreas afetadas e o suporte às vítimas.