Cientistas editam DNA da soja para aumentar resistência ao calor
Pesquisadores do Paraná desenvolvem soja resistente à seca e ao calor.
Ondas de calor têm impactado negativamente o cultivo de diversas culturas agrícolas. Para mitigar esses efeitos, cientistas no Paraná estão se dedicando ao desenvolvimento de uma nova variedade de soja que combina resistência às altas temperaturas com alta produtividade.
A técnica utilizada para essa adaptação é a edição gênica, que consiste em modificar o DNA da planta usando genes da própria espécie, mas de variedades distintas. Por exemplo, um gene que confere resistência à seca pode ser inserido em uma variedade de soja que é mais produtiva, unindo assim as melhores características de ambas.
É importante destacar que a edição gênica é distinta da transgenia. Enquanto a transgenia envolve a transferência de genes entre espécies diferentes, a edição gênica utiliza genes da própria planta, o que torna o processo mais seguro e aceitável em termos de regulamentação.
Além disso, a edição gênica acelera o processo de melhoramento genético. O método tradicional, que envolve cruzamentos, pode levar até 15 anos para resultar em novas variedades. Com a edição genética, esse período pode ser reduzido para apenas dois anos, conforme explica um dos pesquisadores envolvidos no projeto.
Como a edição do DNA é realizada?
O processo de edição gênica inicia-se com a seleção das variedades de soja a serem utilizadas.
Após a escolha, folhas das plantas são coletadas e submetidas a um tratamento com nitrogênio líquido, que rompe as células e libera o DNA para análise.
Com o DNA exposto, os cientistas identificam os genes que apresentam potencial para serem utilizados na nova variedade.
Uma vez identificado o gene de interesse, ele é recortado e inserido na planta selecionada, resultando em uma nova variedade de soja que possui características aprimoradas.
