Companhia aérea canadense de baixo custo inicia testes de assentos ultraestreitos para passageiros

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Companhia aérea se retrata após críticas sobre conforto em voos.

As declarações de uma cidadã comum, Amanda Schmidt, sobre a experiência de voar, ganharam destaque após a viralização de um vídeo que expõe as dificuldades enfrentadas por passageiros em assentos com pouco espaço. A repercussão foi tão grande que uma companhia aérea se viu obrigada a se justificar.

No vídeo, dois idosos com problemas de mobilidade são mostrados viajando em condições desconfortáveis. A imagem, que parece ter sido capturada com uma lente grande angular, ilustra a falta de espaço, com um dos homens encolhendo as pernas sob o assento da frente, gerando desconforto e preocupações sobre a segurança durante o voo.

Após o alvoroço nas redes sociais, a companhia aérea envolvida, a WestJet, se manifestou. A autora do vídeo destacou que se a empresa vende um assento, deveria garantir que um ser humano pudesse utilizá-lo confortavelmente. A WestJet, que havia introduzido um novo layout de assentos para aumentar a capacidade de passageiros, reconheceu a insatisfação do público e anunciou que reverteria essa configuração.

Alexis von Hoensbroech, CEO da WestJet, afirmou que a empresa sempre busca inovação, mas que o feedback dos passageiros é essencial para decisões como essa. A companhia já havia considerado a possibilidade de cancelar o projeto antes da viralização do vídeo e agora confirma que retornará à configuração anterior, priorizando o conforto dos clientes.

Entre os comentários do vídeo, um usuário destacou que a WestJet ainda não cobrava pela reclinação das poltronas, uma prática que já estava sendo discutida. A empresa planejava introduzir uma nova classe de tarifas, chamada “conforto estendido”, que permitiria reclinar as poltronas mediante pagamento adicional, enquanto os passageiros da tarifa básica teriam que viajar com as costas retas.

Essa decisão gerou reações mistas entre especialistas e passageiros. John Gradek, professor de gestão aeronáutica, expressou sua surpresa com a abordagem da companhia, considerando que essa estratégia é uma tentativa de aumentar a arrecadação financeira à custa do conforto dos viajantes.

Nos últimos anos, as companhias aéreas de baixo custo têm buscado formas de maximizar a capacidade de passageiros em seus voos. Michael O’Leary, CEO da Ryanair, provocou polêmica ao afirmar que poderia implementar voos em pé, caso fosse lucrativo. Enquanto isso, propostas de assentos verticais têm sido apresentadas em feiras do setor, mas ainda não se concretizaram, apesar do interesse das empresas.

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