Conflito entre EUA e Irã não terá impacto imediato na economia brasileira, afirma Haddad
Ministro da Fazenda analisa possíveis impactos do conflito no Irã na economia brasileira.
Os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã devem gerar consequências imediatas na macroeconomia do Brasil, conforme afirmou Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em declaração nesta segunda-feira.
Haddad ressaltou a dificuldade em prever a evolução do conflito e destacou que sua equipe está avaliando a situação com atenção. Ele enfatizou a necessidade de cautela diante das incertezas que permeiam o cenário internacional.
Segundo o ministro, a intensidade do conflito será um fator determinante para os desdobramentos econômicos. “A economia brasileira está em um momento favorável para a atração de investimentos. Mesmo que surjam turbulências de curto prazo, essas não devem afetar as variáveis macroeconômicas, a não ser que o conflito se intensifique”, declarou durante uma aula magna na Universidade de São Paulo.
Haddad também afirmou que o governo acompanhará a situação com vigilância, para estar preparado para uma eventual deterioração do ambiente econômico, embora neste momento não haja previsões concretas de que isso ocorrerá.
Petroléo
Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou que o país decidiu fechar o estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte mundial de petróleo. Ele informou que embarcações que tentarem acessar a área poderão ser incendiadas, aumentando as tensões sobre o abastecimento global de petróleo.
