Conflito no Irã afeta preços de combustíveis no Rio Grande do Sul
Aumento nos preços dos combustíveis é impactado pelo conflito no Oriente Médio
Refinarias e importadores estão aplicando ajustes nos preços dos combustíveis devido a fatores internacionais.
O impacto da guerra no Oriente Médio já está refletindo nos preços dos combustíveis no Rio Grande do Sul, conforme alerta de uma entidade que representa o comércio varejista do setor. O aumento dos preços de derivados do petróleo, como gasolina e diesel, ocorre principalmente por causa do bloqueio do Estreito de Ormuz, em razão do conflito na região.
Dados do setor apontam que as refinarias e importadores estão repassando os aumentos de preços oriundos do exterior para as distribuidoras, resultando em elevações que chegam a R$ 0,30 na gasolina e R$ 0,62 no diesel. Esta situação é especialmente preocupante, pois ocorre em um período de alta demanda por diesel, uma vez que está em curso a safra agrícola.
A Petrobras, por sua vez, estabeleceu cotas para a retirada de produtos pelas distribuidoras, o que pode agravar a situação de abastecimento. O presidente da entidade que representa os revendedores de combustíveis no Estado projeta que ajustes nos preços ao consumidor final são inevitáveis a curto prazo, dado o aumento do barril de petróleo, que saltou de US$ 65 para US$ 83 em um curto período.
Recentemente, o petróleo Brent, referência global, ultrapassou os US$ 92 por barril, enquanto o WTI alcançou US$ 89. Essa alta representa um aumento significativo e é a maior desde 2022, refletindo uma instabilidade nos mercados de energia. O Brent, na maior negociação, chegou a um aumento de 10%, enquanto o WTI subiu 14%.
A elevação ocorre mesmo com tentativas de intervenção por parte de autoridades, como a sinalização de ações para conter os preços por parte do governo dos EUA. No entanto, sem sinais de uma resolução para o conflito, há previsões de que os preços do petróleo possam ultrapassar os US$ 100 por barril, o que geraria uma pressão ainda maior sobre a inflação.
O tráfego no Canal de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo, foi severamente afetado, levando a um colapso nas operações em virtude de ameaças à segurança e incertezas operacionais, conforme informações de especialistas do setor.
