Constantino afirma que em outros tempos Moraes teria sido preso por Moraes

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Declarações de Rodrigo Constantino geram polêmica sobre ministro do STF.

O comentarista Rodrigo Constantino fez uma afirmação contundente em suas redes sociais, sugerindo que, em tempos passados, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, teria tomado medidas drásticas em relação a mensagens que envolvem o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

A declaração de Constantino surgiu após Moraes negar ter recebido mensagens de Vorcaro no dia em que o empresário foi preso pela Polícia Federal, em 17 de novembro de 2025. A prisão ocorreu quando Vorcaro tentava deixar o país, intensificando a atenção sobre as comunicações entre ele e o magistrado.

O CELULAR DE VORCARO

A investigação sobre o celular de Daniel Vorcaro revelou que ele mantinha contatos com diversas autoridades, incluindo ministros do STF e membros do Congresso. Entre os contatos estavam três ministros do Supremo e familiares de um deles, além de diretores do Banco Central, que investiga o caso do Banco Master.

Informações indicam que Vorcaro e Moraes trocaram mensagens no dia de sua prisão. O empresário questionou o magistrado sobre a possibilidade de bloquear ações contra ele. No dia seguinte, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master, intensificando a crise enfrentada pela instituição.

Documentos extraídos do celular de Vorcaro incluem mensagens que indicam uma comunicação entre ele e Moraes, mas o gabinete do ministro afirmou que as mensagens não estavam diretamente vinculadas a ele, sugerindo que poderiam pertencer a outros contatos de Vorcaro.

Os arquivos analisados pela CPMI do INSS contêm informações que levantam questões sobre a natureza das relações entre Vorcaro e figuras proeminentes da política. Entre as evidências, há registros de contatos que incluem advogados e políticos, mas não há comprovações de interações diretas entre Vorcaro e o senador Irajá, que negou qualquer vínculo com o ex-banqueiro.

O senador divulgou uma nota enfatizando que a presença de seu número na lista de contatos de Vorcaro não implica em qualquer relação, ressaltando que é comum que parlamentares tenham seus contatos compartilhados em ambientes políticos. Ele reforçou que não houve comunicação entre eles e que a informação de mensagens trocadas é falsa.

O gabinete de Moraes, por sua vez, reafirmou que as mensagens analisadas não estavam direcionadas ao ministro, destacando que a investigação não encontrou evidências que ligassem diretamente as comunicações ao magistrado.

A análise técnica realizada nos dados de Vorcaro gerou controvérsias, e a falta de transparência sobre o processo de investigação foi questionada. O STF não forneceu detalhes sobre como a análise foi conduzida, limitando as informações disponíveis ao público.

A situação continua a se desdobrar, com a CPMI do INSS recebendo uma quantidade significativa de dados relacionados ao caso, o que pode trazer novas revelações sobre as conexões entre Vorcaro e figuras do governo.

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