Coopítulo 103 apresenta novos testemunhos oculares

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A influência do Coojornal na formação de jornalistas e no cooperativismo.

A admiração pelo Coojornal ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul, sendo um marco na história do jornalismo alternativo no Brasil. Franklin Martins, ex-ministro-chefe da Secom, destacou em uma conversa que o jornal foi fundamental para sua resistência durante os tempos difíceis da ditadura, proporcionando uma forma de “respirar” em meio à repressão.

Juca Kfouri, renomado jornalista, também expressou sua gratidão ao Coojornal, lembrando que, no início de sua carreira, escreveu um artigo significativo sobre demissões na TV Tupi, em 1978. Ele acredita que a essência do jornal ainda é relevante, defendendo a necessidade de reinventar uma versão moderna do Coojornal nas plataformas digitais atuais.

Rafael Guimaraens, em uma entrevista para uma tese de mestrado, ressaltou que mesmo aqueles que não colaboravam diretamente com o Coojornal sentiam orgulho de sua associação, o que influenciava positivamente sua visão sobre a profissão. Essa identificação coletiva alimentava a paixão pelo jornalismo entre os envolvidos.

Edgar Vasques recorda o período na Cooperativa dos Jornalistas como uma fase excepcional de aprendizado. Em uma entrevista, ele destacou a liberdade criativa que existia no setor gráfico da organização, onde todos podiam experimentar novas técnicas, tornando-se um verdadeiro laboratório de ideias.

Vasques também enfatizou o impacto político da cooperativa, que proporcionava uma plataforma para combater o autoritarismo e a censura. Ele acredita que o trabalho realizado ali contribuiu para um avanço significativo na sociedade, um sentimento compartilhado por todos que passaram pela cooperativa.

A cooperativa era vista como uma oportunidade de participação ativa nas decisões editoriais, o que motivava até mesmo os membros da equipe comercial. Eliete Santana de Quadros, que ingressou na cooperativa com grandes sonhos, expressou que fazer parte do Coojornal era um desejo profundo, reconhecendo o ambiente inovador que ali existia.

Ela compartilhou uma experiência marcante, onde um cliente tentou suborná-la para garantir um contrato lucrativo. Eliete rejeitou a proposta, aprendendo que a verdadeira integridade de um negócio depende de atitudes éticas, não apenas de resultados financeiros. Essa vivência moldou sua compreensão sobre a importância do setor comercial na preservação da ética empresarial.

Geraldo Hasse, jornalista com passagem por grandes redações, continua a valorizar o legado do Coojornal. Ele, que residia em São Paulo durante a circulação do jornal, foi um colaborador ativo e defensor do cooperativismo como um modelo viável para blogs e pequenas publicações. Hasse argumenta que o cooperativismo é a chave para unir diferentes profissionais em busca de um mundo mais justo e sustentável.

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