CPI do Crime Organizado aprova convites para os ministros Toffoli e Moraes
CPI do Crime Organizado retoma atividades com foco no Banco Master e convocação de autoridades.
Após o Carnaval, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal se prepara para reiniciar seus trabalhos, com a análise de requerimentos que envolvem o Banco Master. Entre os principais itens da pauta, estão pedidos para convocação de autoridades e executivos associados à instituição financeira.
Uma das convocações em destaque é a dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A reunião deliberativa para a votação dessas solicitações está agendada para quarta-feira, dia 25.
O pedido para ouvir o ministro Toffoli foi apresentado pelo relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, e conta com o apoio de outros parlamentares. A justificativa para essa convocação se baseia em informações sobre uma suposta participação societária do ministro em uma empresa que negociou parte do Resort Tayayá com fundos vinculados ao Banco Master.
Informações recentes indicam que uma reportagem levantou a possibilidade de exploração de jogos de azar no resort. Além disso, um relatório da Polícia Federal teria mencionado o nome de Toffoli em conversas entre o controlador do banco e seu cunhado, que tratavam sobre o empreendimento. Recentemente, Toffoli deixou a relatoria do inquérito no STF que investiga alegações de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Outras convocações
A CPI também avaliará convites para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se juntou ao conselho consultivo do Banco Master em 2026.
Outro requerimento sugere a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com a justificativa de que ela teria mantido um contrato de prestação de serviços com a instituição financeira.
A pauta da CPI ainda inclui convocações de ex-dirigentes e sócios do banco, pedidos de informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de solicitações sobre movimentações financeiras e patrimoniais relacionadas aos investigados.
Está prevista também a oitiva do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, que é apontado como um possível colaborador para esclarecer a atuação do crime organizado dentro das estruturas do poder público.
