CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo de associados a Toffoli após o carnaval

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Comissão do Senado avança em investigações sobre ligações de ministros com o Banco Master.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que a comissão votará, na semana seguinte ao carnaval, requerimentos de quebra de sigilo e convocação de pessoas relacionadas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao Banco Master.

A declaração vem à tona após a Polícia Federal encontrar menções ao ministro no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O foco da investigação se concentra em resorts que envolvem os irmãos de Toffoli. É importante destacar que o ministro é relator de um processo sigiloso sobre o Banco Master no STF, e esses empreendimentos turísticos devem ser os primeiros a ter seus sigilos quebrados.

Em suas redes sociais, Vieira expressou sua indignação, afirmando que a situação é um escândalo que não pode ser ocultado. O senador ressaltou que o Brasil só poderá se tornar uma verdadeira República quando todos estiverem sujeitos às mesmas leis.

Informações adicionais indicam que Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, possui os fundos de investimento que adquiriram uma parte significativa da participação dos irmãos de Toffoli no resort de luxo Tayayá, localizado no Paraná. Os irmãos envolvidos são José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli.

A cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, negou as alegações de que seu marido fosse sócio da empresa que detinha um terço do empreendimento, enquanto outras fontes confirmaram que os irmãos do ministro também foram sócios de um segundo resort da mesma rede, situado às margens do Rio Paraná.

A CPI também abordará requerimentos de quebra de sigilo e convocação relacionados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O contrato desse escritório com o banco de Vorcaro poderia atingir o valor de R$ 129 milhões, caso fosse integralmente cumprido.

Estabelecida em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado no Senado tem como objetivo investigar temas como a ocupação de território por facções, lavagem de dinheiro, corrupção e o sistema prisional. Para o relator, existem conexões que justificam a inclusão do Banco Master nas investigações em curso.

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