CPI do INSS solicita quebra de sigilo de Lulinha

Compartilhe essa Informação

CPMI aprova quebras de sigilos de Lulinha em meio a investigações sobre fraudes no INSS.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra de sigilos fiscais e bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026.

As investigações, conduzidas pela Polícia Federal, revelam indícios de que Lulinha manteve uma relação próxima e até uma sociedade empresarial com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que está preso desde setembro de 2025. Um depoimento significativo apontou que Lulinha recebeu aproximadamente 25 milhões em valores, além de pagamentos mensais que totalizavam cerca de R$ 300 mil, considerados como uma “mesada”.

Adicionalmente, foram mencionadas viagens de Lulinha com Careca do INSS para Portugal, o que levanta suspeitas sobre a natureza da relação entre os dois. As investigações também sugerem que Lulinha pode estar ligado a um empreendimento chamado World Cannabis, que opera em diversos países, incluindo Brasil e Portugal. A empresa, cujo objetivo declarado é a venda de cannabis medicinal, é suspeita de ser um meio utilizado para lavagem de dinheiro proveniente de fraudes em descontos do INSS.

Documentos obtidos nas investigações mostram que Lulinha é mencionado em várias conversas, às vezes como “nosso amigo” ou referenciado em contextos que levantam questionamentos sobre sua implicação nas atividades ilícitas. Mensagens trocadas entre Careca do INSS e a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, também foram analisadas, revelando que ambos viajaram juntos várias vezes, o que indica uma relação próxima.

As investigações começaram a ganhar notoriedade em abril de 2025, mas até o momento, não houve avanços significativos sobre o envolvimento de Lulinha nas fraudes. A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, qualificou as acusações como “fofocas e vilanias”, afirmando que não há provas concretas que o liguem aos atos ilícitos em questão.

O QUE DIZ A DEFESA

O advogado de Lulinha declarou que as citações sobre seu cliente nas investigações são tentativas de prejudicar sua imagem e a do governo. Segundo ele, as mensagens trocadas entre Roberta e outros investigados não implicam Lulinha, e ele permanece tranquilo em relação às investigações.

A defesa também argumenta que as menções ao nome de Lulinha são infundadas e que, por enquanto, não há evidências que justifiquem a sua inclusão nas investigações. O advogado enfatizou que Lulinha não é alvo das apurações e que não pretende contratar um advogado, pois confia na sua inocência.


Leia mais:


MENSAGENS SOBRE LULINHA NO CASO INSS

Depoimentos e documentos revelam que Lulinha teria recebido grandes quantias de dinheiro do Careca do INSS, além de pagamentos mensais significativos. As investigações da Polícia Federal também indicam que, mesmo após o início da Operação Sem Desconto, Roberta e Careca continuaram a planejar atos ilícitos.

A análise das mensagens trocadas entre os envolvidos sugere que a relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger é mais profunda do que o inicialmente suposto, com várias viagens conjuntas e interações que levantam suspeitas sobre a origem dos recursos financeiros envolvidos.

As investigações continuam, e novas revelações podem surgir à medida que os documentos e depoimentos são analisados. A situação permanece em desenvolvimento, e a CPMI segue atenta aos desdobramentos do caso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *