CPMI do INSS aprova quebra de sigilos de Lulinha e Master em sessão marcada por tumulto
Reunião da CPMI do INSS aprova requerimentos em meio a tensões políticas.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS realizou uma reunião crucial para a apreciação de requerimentos, onde todos os itens em pauta foram aprovados.
Após intensa articulação do governo, a CPMI, em sessão realizada na quinta-feira, 26, deliberou sobre requerimentos que envolviam figuras como Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Também estavam na mira ex-parlamentares e investigados pela Polícia Federal, além da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
O governo buscou que os 87 requerimentos fossem votados em bloco, enquanto a oposição defendia a votação individual de cada item. A votação simbólica resultou em uma vitória da oposição, mas não sem antes a sala da comissão se tornar um palco de disputas acaloradas, levando à interrupção da sessão e à suspensão da transmissão pela TV Senado.
Considerada uma das reuniões mais significativas da comissão, a aprovação dos requerimentos ocorrerá antes do término do prazo de funcionamento do colegiado, que se encerra em 28 de março.
Durante a sessão, membros do governo se aproximaram da mesa onde estavam o presidente e o relator da CPMI, provocando um clima de tensão que resultou em uma confusão notável entre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Evair Vieira de Melo (PP-ES).
Os governistas argumentavam que a votação em bloco era necessária devido a uma suposta “blindagem” do presidente da CPMI, Carlos Viana, que, segundo eles, apenas pautava requerimentos favoráveis à oposição.
Parlamentares do PT expressaram a necessidade de incluir na pauta requerimentos que investigassem figuras ligadas à gestão anterior, como o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e membros da Igreja Lagoinha, da qual Viana é parte, além de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.
