CPMI do INSS registra falta de convocados e adia depoimentos

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Depoimentos na CPMI do INSS são cancelados e novas datas são agendadas.

Os três depoimentos agendados para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS não ocorrerão conforme o previsto. Os depoentes, que incluem a presidente do Banco Crefisa e o CEO do Banco C6 Consignado, informaram que não compareceriam por motivos variados.

Diante dessa situação, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, optou por realizar uma reunião de debates entre os membros da CPMI. Ele também indicou a possibilidade de determinar condução coercitiva para garantir a presença dos convocados em futuras sessões.

As defesas de Leila Mejdalani Pereira e Artur Ildefonso Azevedo alegaram que seus clientes não estariam presentes devido à decisão recente do ministro do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. Segundo os advogados, essa decisão se aplicaria também aos requerimentos de convocação da CPMI.

No entanto, o presidente da CPMI esclareceu que a decisão do ministro se restringe à quebra de sigilo e, por isso, remarcou os depoimentos de Leila e Artur para a próxima quinta-feira.

O presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, havia comparecido à CPMI na quinta-feira anterior, mas a reunião foi cancelada devido a problemas de saúde do relator. Para esta segunda-feira, a justificativa para sua ausência foi a realização de exames médicos previamente agendados. Assim, seu depoimento foi reagendado para o dia 23.

Se não houver prorrogações, a CPMI deverá ser encerrada no dia 26 de março. A leitura do relatório final, elaborada pelo deputado relator, está prevista para ocorrer no dia 23 de março.

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