Cristiano Zanin é designado relator de processo referente à CPI do Master

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Ministro Zanin assume relatoria de mandado de segurança para instalação da CPI do Banco Master

O ministro Cristiano Zanin, do STF, foi designado como relator do mandado de segurança solicitado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, visando a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A responsabilidade pelo caso foi transferida a Zanin após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito.

O requerimento de Rollemberg é o único na Câmara que busca investigar o Banco Master e conta com apoio de deputados tanto da base governista quanto da oposição. Apesar de ter sido apresentado há mais de um mês, o pedido ainda não foi formalmente lido em sessão plenária, devido à fila de 19 CPIs que aguardam instalação.

Toffoli, que inicialmente foi sorteado para relatar o caso, declarou sua suspeição “por motivos de foro íntimo” logo após assumir a responsabilidade. Ele enfatizou que essa decisão não o impede de atuar em outros processos relacionados ao Banco Master, afirmando que já foram afastadas quaisquer hipóteses de suspeição em sua atuação nos processos da chamada “Operação Compliance Zero”.

Inquérito principal

Enquanto Zanin analisa a possibilidade de instalação da CPI, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do inquérito principal que investiga a cúpula do Banco Master por emissão de títulos falsos no Sistema Financeiro Nacional. Mendonça foi designado para o cargo após a desistência de Toffoli.

Dias Toffoli foi o primeiro relator do caso, liderando a primeira etapa da Operação Sem Desconto em novembro de 2025. Sua condução foi alvo de críticas da Polícia Federal e do Banco Central, que o acusaram de decisões que não se alinhavam à rigidez da investigação, como a determinação de acareações antes da coleta de depoimentos individuais dos suspeitos.

Em fevereiro, a Polícia Federal solicitou ao STF que Toffoli fosse considerado suspeito após surgirem indícios de relações pessoais com investigados. O ministro compartilhou um voo em jato particular com um dos advogados de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e é co-proprietário de uma empresa que vendeu cotas imobiliárias a um cunhado de Vorcaro.

Pressionado pela opinião pública, Toffoli decidiu abrir mão da relatoria, resultando na nomeação de Mendonça para o cargo. Mendonça, por sua vez, ordenou a prisão de Daniel Vorcaro e de Zettel, após a perícia no celular do banqueiro revelar uma rede de apoio que poderia comprometer as investigações, incluindo o uso de violência. Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Processo: MS 40791-DF

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