Defesa de Vorcaro solicita ao STF investigação sobre vazamento de mensagens

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Defesa de Daniel Vorcaro pede investigação sobre vazamentos de informações sigilosas.

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja instaurada uma investigação sobre a origem de vazamentos de informações sigilosas que foram extraídas de celulares apreendidos durante as investigações contra ele. A solicitação ocorreu após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro na mídia.

Os advogados de Vorcaro afirmam que o espelhamento dos dados dos dispositivos foi entregue à defesa apenas no dia 3 de março de 2026. Eles destacam que o HD contendo essas informações foi lacrado imediatamente após a entrega, na presença de uma autoridade policial, advogados e um tabelião, com o intuito de garantir a preservação do sigilo.

Entretanto, mensagens que supostamente foram extraídas dos celulares começaram a ser divulgadas publicamente antes que os advogados tivessem a oportunidade de analisá-las. Segundo a defesa, entre os conteúdos expostos estão conversas pessoais, mensagens íntimas e diálogos com autoridades, incluindo menções ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Diante dessa situação, a defesa solicitou ao STF a abertura de um inquérito para identificar a origem dos vazamentos e pediu que a autoridade policial apresente a lista de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos. A defesa esclarece que o objetivo não é investigar jornalistas ou terceiros que possam ter recebido as informações, mas sim identificar aqueles que violaram o dever legal de manter o sigilo.

Os advogados também ressaltam que a divulgação das mensagens compromete pessoas que não têm relação com a investigação e pode prejudicar a elucidação dos fatos. Nos últimos dias, trechos de conversas atribuídas a Vorcaro começaram a circular em Brasília, incluindo diálogos pessoais com amigos e parceiros, além de relatos de encontros com autoridades. Parte desse conteúdo chegou a membros da CPMI do INSS.

Vorcaro foi preso novamente no dia 4 de março durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, que está sendo conduzida pela Polícia Federal. A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator dos inquéritos no STF.

A investigação está focada em suspeitas de fraude financeira, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e tentativa de obstrução de investigações. De acordo com a Polícia Federal, o empresário teria formado um grupo chamado “A Turma”, que supostamente atuava para monitorar e intimidar adversários.

Entre os elementos mencionados na investigação estão mensagens encontradas no celular do empresário que indicariam, segundo as apurações, a intenção de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A defesa expressou a expectativa de que os responsáveis pela divulgação indevida do material sigiloso sejam identificados e responsabilizados.

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