Diretor da Visa afirma que agentes de IA estão prestes a transformar o consumo
A inteligência artificial se torna essencial na estratégia de negócios das empresas de consumo.
A inteligência artificial (IA) está deixando de ser uma mera possibilidade e se consolidando como uma ferramenta central nas estratégias das empresas de consumo. Essa afirmação foi destacada por um executivo de uma grande empresa durante um evento recente em Itapevi, São Paulo.
O foco da discussão sobre IA passou de sua adoção para sua aplicação prática em objetivos de negócios. A velocidade na execução das estratégias se tornou uma vantagem competitiva crucial em um mercado globalizado, onde a agilidade é fundamental.
O executivo ressaltou que a Visa já utiliza inteligência artificial desde 1993, com redes neurais para detecção de fraudes, demonstrando que a companhia está na vanguarda da tecnologia, mesmo antes da popularização da IA generativa.
Atualmente, a Visa processa cerca de 310 bilhões de transações anualmente. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu US$ 10 bilhões em tecnologia e inovação, sendo US$ 500 milhões especificamente direcionados para inteligência artificial.
Com mais de cem modelos de IA operando simultaneamente, a Visa consegue analisar transações em milissegundos, evitando aproximadamente US$ 40 bilhões em fraudes no último ano globalmente.
Consumidor brasileiro acelera adoção
O Brasil se destaca como um dos mercados mais receptivos ao uso de IA no consumo. Um estudo global revelou que 70% dos brasileiros já utilizam ferramentas de inteligência artificial para auxiliar em decisões de compra, como escolha de presentes e comparação de produtos.
Esse comportamento dos consumidores está preparando o caminho para a próxima fase do comércio digital: a implementação de agentes autônomos. Diferentemente dos assistentes virtuais convencionais, esses sistemas têm a capacidade de negociar preços, comparar opções e concluir transações de maneira independente.
Esses novos agentes e a experiência inovadora de IA devem transformar a maneira como os consumidores compram, pagam e interagem com as empresas.
Novas fraudes exigem novas defesas
Com o avanço da inteligência artificial, surgem também novos riscos para o sistema financeiro. Tecnologias que simulam voz e imagem estão tornando as fraudes de identidade mais sofisticadas, o que leva as empresas a reforçarem seus mecanismos de segurança.
As respostas da indústria incluem a implementação de estratégias de proteção em múltiplas camadas e o uso crescente de biometria comportamental, que analisa padrões de interação do usuário para validar identidades, sem comprometer a experiência digital.
Ao concluir sua apresentação, o executivo comparou o atual momento tecnológico à evolução da computação pessoal nos anos 1990, quando a instalação de sistemas operacionais era um processo complexo.
Ele também observou que os profissionais de tecnologia estão passando por uma transformação semelhante, com a automação de tarefas operacionais e uma crescente demanda por funções relacionadas à supervisão, governança e curadoria de sistemas inteligentes.
O futuro do varejo e da logística até 2030 dependerá da capacidade das empresas de integrar automação avançada com a tomada de decisão humana.
