Diretores do MDB formalizam manifesto por neutralidade na eleição presidencial de 2026

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Documento assinado por maioria dos diretórios estaduais rejeita aliança com Lula e pede independência do partido nas eleições

A maioria dos diretórios estaduais do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) assinou um manifesto defendendo a neutralidade do partido na eleição presidencial de 2026, em meio a negociações internas sobre uma possível aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e oferta de participação na chapa como candidato a vice-presidente. O documento foi entregue ao presidente nacional do partido, deputado Baleia Rossi, nesta terça-feira (3).

Manifesto e rejeição à aliança

O manifesto, subscrito por dirigentes de cerca de 16 estados, pede que o MDB mantenha independência em relação à disputa nacional e se abstenha de fechar apoio formal a qualquer candidatura presidencial, especialmente a uma possível composição com Lula e o PT. O movimento ocorre em resposta às especulações de que o partido poderia indicar um nome para a vaga de vice-presidente na chapa petista à reeleição.

Lideranças que assinaram o documento afirmam representar a “ampla maioria” da legenda e defendem que a decisão sobre alianças seja tomada com urgência pela executiva nacional, permitindo que os diretórios tenham autonomia para definir alinhamentos regionais nas eleições. Em trechos divulgados do manifesto, os signatários destacam a importância da neutralidade institucional para os processos eleitorais e para a construção de consensos dentro do partido.

Divergências internas no MDB

O movimento de maior parte dos diretórios demonstra divergência dentro do partido, onde há setores que avaliam potenciais vantagens estratégicas em compor com a base governista em 2026. A ala que busca a neutralidade argumenta que a indefinição pode gerar insegurança política e dificultar filiações, além de prejudicar a atuação regional do MDB nas eleições estaduais e legislativas.

Liderança do manifesto

Quem coordenou a articulação foi o vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, que lidera o movimento que rejeita a aliança formal com o PT e propõe a manutenção da autonomia dos diretórios regionais na definição de coligações.

O documento traz assinaturas de dirigentes de estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, além de prefeitos e líderes partidários que apoiam a posição de neutralidade e independência da legenda para a disputa presidencial em outubro.

Foto: Divulgação

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