Eclipse solar do Anel de Fogo será um espetáculo com diversas fases
Um eclipse solar anular promete encantar a Antártida nesta terça-feira (17).
Um fenômeno astronômico raro ocorrerá na próxima terça-feira (17), quando um eclipse solar anular transformará o céu da Antártida. Durante o auge do evento, será possível observar um “Anel de Fogo” ao redor do disco lunar, resultado da posição da Lua entre a Terra e o Sol.
O eclipse solar anular acontece durante a fase da Lua Nova, quando a Lua se alinha diretamente entre o Sol e a Terra. Devido à sua órbita elíptica, a Lua pode estar em uma posição mais distante, fazendo com que não cubra completamente o Sol, resultando no brilho visível ao redor – o que caracteriza o “Anel de Fogo”.
Embora a maioria das pessoas não tenha a oportunidade de observar o evento, alguns pesquisadores em bases científicas na Antártida, como a Estação Concordia, estarão entre os poucos privilegiados. Curiosamente, a maior parte da audiência será composta por animais, especialmente pinguins, que habitam a região.
Enquanto a anularidade será visível apenas na Antártida, o eclipse poderá ser parcialmente observado em outras áreas, como o sul da África, o extremo sul da América do Sul, e partes dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, onde a Lua cobrirá apenas parte do disco solar.
Eclipse parcial (primeiro contato)
O fenômeno terá início às 6h56 (horário de Brasília), quando a Lua tocará a borda do Sol, marcando o “primeiro contato”. A partir desse momento, a Lua começará a se mover lentamente sobre a superfície solar, criando um crescente luminoso.
À medida que a Lua avança, a parte coberta do Sol aumentará, e a forma da estrela se tornará um crescente. Com a aproximação da anularidade, a faixa iluminada se tornará cada vez mais estreita, proporcionando uma iluminação peculiar à paisagem antártica.
É crucial que os observadores protejam seus olhos, utilizando óculos específicos para eclipses ou filtros solares adequados, pois olhar diretamente para o Sol sem proteção pode resultar em danos permanentes à visão.
A anularidade começa (segundo contato)
A fase mais esperada do evento, conhecida como “segundo contato”, ocorre quando a Lua se alinha completamente dentro do disco solar. Nesse instante, o famoso anel luminoso começa a se formar ao redor da Lua.
Na Estação Concordia, a anularidade deve durar pouco mais de dois minutos, durante os quais quase todo o Sol ficará oculto, restando apenas a borda externa visível, que brilhará como um círculo dourado no céu. A luminosidade diminuirá, mas não escurecerá completamente.
Ponto máximo do eclipse
O auge do fenômeno ocorre quando a Lua atinge o centro do disco solar na perspectiva do observador. Neste momento, o anel de luz se torna mais simétrico, formando um círculo dourado perfeito no céu.
Durante essa fase, mudanças na luminosidade e na temperatura podem ser registradas. Para os cientistas presentes nas bases, o evento também representa uma oportunidade de pesquisa, permitindo o estudo da atmosfera solar e dos efeitos da radiação na Terra.
Eclipse parcial (terceiro e quarto contatos)
A anularidade chega ao fim quando a Lua começa a sair do centro do Sol, momento conhecido como “terceiro contato”. O anel dourado se rompe, e o Sol volta a assumir a forma de crescente.
Gradualmente, a Lua se afasta, e a parte iluminada do Sol aumenta até que ele recupere sua forma circular completa. O encerramento do fenômeno ocorre no “quarto contato”, às 11h27, quando o último fragmento da Lua deixa de tocar a borda solar.
Após esse momento, o Sol retoma sua aparência habitual, e a luminosidade normal prevalece novamente no céu antártico. O
