Eduardo Bolsonaro busca apoio internacional para fortalecer Flávio após derrotas eleitorais

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Eduardo Bolsonaro utiliza influência internacional para apoiar candidatura de Flávio Bolsonaro.

Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem se dedicado a alavancar a candidatura de seu irmão, Flávio Bolsonaro, ao Senado, utilizando sua influência política adquirida ao longo dos anos nas alianças da direita internacional.

Durante uma viagem ao Oriente Médio, os irmãos se reuniram com pelo menos 16 autoridades, incluindo primeiros-ministros, presidentes e parlamentares de diversas nações.

Inicialmente, Flávio anunciou ao Senado que se afastaria do Brasil para uma missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro, com despesas cobertas por recursos públicos. No entanto, ele prorrogou sua estadia por mais cinco dias, afirmando que arcará com os custos de sua viagem.

A agenda dos irmãos inclui visitas a Israel e Bahrein, com planos de seguir para os Emirados Árabes Unidos e Catar. Há também a possibilidade de uma viagem pela Europa, embora os países ainda não tenham sido definidos. Em janeiro, Flávio esteve nos Estados Unidos, onde Eduardo reside desde março de 2025.

Apesar de ter sido cassado no final do ano por faltas, Eduardo ainda é apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, em Jerusalém.

Após recentes desavenças com Donald Trump, que reverteu decisões que afetavam o Brasil, Eduardo agora se concentra em apresentar Flávio a líderes internacionais da direita, visando fortalecer sua pré-candidatura ao Planalto.

Durante a conferência em Israel, Flávio se posicionou como pré-candidato à presidência, destacando a contribuição dos Estados Unidos para um novo modelo de cooperação internacional na América Latina.

Em Israel, os irmãos se encontraram com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, o presidente Isaac Herzog e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, onde Eduardo fez declarações contundentes sobre o Hamas.

Além disso, eles se reuniram com o ex-primeiro-ministro da Áustria, Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish, cuja foto foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

Os irmãos também publicaram imagens com deputados do Parlamento Europeu, incluindo membros do partido Vox e do Chega. O polonês Dominik Tarczynski chegou a manifestar apoio à candidatura de Flávio em 2026.

No Bahrein, eles se reuniram com o príncipe herdeiro Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa e outros parlamentares, com foco em diálogo institucional e cooperação internacional em temas estratégicos.

A nova aproximação de Flávio com as articulações internacionais de Eduardo representa uma mudança significativa em sua trajetória política, visto que não participou de comitivas parlamentares que denunciavam a situação política no Brasil nos últimos anos.

Desde que Jair Bolsonaro deixou a presidência, Flávio realizou apenas três viagens internacionais em missões oficiais, incluindo uma conferência na Itália e visitas a prisões em El Salvador.

Eduardo, que enfrenta acusações de tentativa de interferência nos processos do ex-presidente, teve seu passaporte diplomático cancelado por determinação judicial.

A articulação internacional é considerada essencial para a extrema direita e o bolsonarismo, refletindo um fenômeno global de ascensão da ultradireita. O apoio que Flávio busca de autoridades estrangeiras pode ajudá-lo a consolidar sua imagem e reduzir o custo político de suas posições.

Eduardo, com seu capital político acumulado, desempenha um papel crucial nessa estratégia, buscando transferir suas conexões e legitimidade internacional para Flávio, apresentando-o como a continuidade da articulação já estabelecida.

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