Empresária brasileira retira do ar aposta polêmica sobre catástrofe global no Irã

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Apostas em eventos políticos geram polêmica e bloqueios financeiros.

Recentemente, uma situação inusitada ocorreu na plataforma de apostas Kalshi, onde usuários que previram a morte do aiatolá Ali Khamenei não conseguiram receber seus prêmios. A plataforma, cofundada pela brasileira Luana Lopes Laura e o americano Tarek Mansour, oferece um “mercado de previsões” que abrange uma ampla gama de eventos, desde resultados esportivos até questões políticas e desastres naturais.

Na última segunda-feira, milhares de apostadores investiram em previsões sobre a saída de Khamenei do poder, após sua morte em um ataque dos Estados Unidos. Quando a previsão se concretizou, a Kalshi bloqueou mais de US$ 54 milhões em apostas, gerando perplexidade entre os usuários que esperavam recompensas financeiras.

A vida de líderes internacionais em jogo

O fenômeno de apostas envolvendo a vida de políticos não é exclusivo da Kalshi. Outras plataformas, como a Polymarket, também têm atraído atenção por permitir apostas em eventos políticos controversos. Um caso notório envolveu um apostador que lucrou US$ 400 mil com a invasão da Venezuela, levando a discussões sobre o uso de informações privilegiadas e a ética dessas apostas.

Em resposta a essas práticas, o congressista Richie Torres, de Nova Iorque, propôs uma legislação para proibir que funcionários do governo participem de “mercados de previsões”, destacando preocupações sobre a integridade das apostas em eventos que podem afetar a segurança nacional.

A aposta que todo mundo perde

A Polymarket também experimentou um aumento nas apostas relacionadas a questões de segurança internacional, como a detonação de armas nucleares. Uma pergunta que circulou na plataforma, sobre quando isso ocorreria, gerou uma reação negativa nas redes sociais, levando a empresa a remover a aposta após movimentações que ultrapassaram US$ 650 mil.

A decisão de retirar a aposta foi motivada pela percepção pública de que o tema era macabro e inadequado, refletindo a sensibilidade em torno de questões de guerra e segurança global. A empresa não se manifestou publicamente sobre a polêmica.

Ganhou, mas não levou

No caso da aposta sobre Khamenei, a Kalshi alegou que a transação foi removida devido à proibição de apostas diretamente relacionadas a mortes. Por sua vez, uma aposta similar na Polymarket ainda aguarda resolução, enquanto os apostadores esperam a confirmação da data da morte para que mais de US$ 115 milhões possam ser distribuídos entre os vencedores.

Quem é Luana Lopes Laura?

Luana Lopes Laura, cofundadora da Kalshi, é uma empreendedora brasileira nascida em Joinville. Com um pai engenheiro e uma mãe professora de matemática, Luana se destacou academicamente, estudando ciência da computação no MIT com uma bolsa da Fundação Estudar. Durante sua trajetória acadêmica, conheceu Tarek Mansour e juntos fundaram a Kalshi. Após uma rodada de investimento de US$ 1 bilhão, a empresa viu seu valor dobrar, fazendo de Luana a mais jovem bilionária não-herdeira do mundo.

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