Empresas europeias solicitam aplicação de multa ao Google por práticas de favorecimento em buscas

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Investigação da União Europeia sobre Google avança com pressão por resultados rápidos.

Um novo mecanismo de busca do Google está em análise, que incluiria uma lista de sites proibidos e excluídos, acompanhada de um aviso sobre a remoção de resultados devido a exigências legais.

Editoras, empresas de tecnologia e startups europeias estão pressionando os reguladores antitruste da União Europeia para que finalizem uma investigação que já dura quase dois anos. A investigação investiga se o Google, da Alphabet, favorece seus próprios serviços nas buscas online.

Em uma carta enviada aos líderes da UE, o Conselho Europeu de Editores solicitou que a investigação seja concluída na próxima semana. O conselho é composto por importantes entidades do setor, incluindo Axel Springer e News Corp.

Essa movimentação evidencia as tensões dentro da União Europeia em relação à regulamentação das grandes empresas de tecnologia, refletindo os frequentes confrontos entre Washington e Bruxelas sobre a necessidade de limitar o domínio das empresas norte-americanas em áreas como mídias sociais e inteligência artificial.

A investigação foi iniciada pela Comissão Europeia em março de 2024, sob a Lei dos Mercados Digitais, e os reguladores da UE afirmaram que pretendem concluir os casos relacionados em um prazo de 12 meses.

“A credibilidade da Comissão Europeia está em jogo”, afirmaram os grupos que representam editoras e empresas de tecnologia em uma carta conjunta enviada à presidente da Comissão.

Os grupos enfatizaram a importância de não ceder à pressão para diluir a Lei dos Mercados Digitais, alertando que a rentabilidade das empresas europeias está em declínio, afetando sua capacidade de investimento e crescimento, com muitas enfrentando dificuldades financeiras.

A Comissão Europeia confirmou o recebimento da carta e reiterou seu compromisso em concluir a investigação o mais rápido possível.

O Google, que apresentou várias propostas para atender às preocupações dos concorrentes e reguladores, não respondeu aos pedidos de comentários. Concorrentes afirmam que as soluções propostas são insuficientes e pedem uma ação formal contra a Alphabet, incluindo a imposição de multas dissuasórias.

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