Equipe de Comunicação do MPRS divulga cartilha sobre violência de gênero voltada para adolescentes
Ministério Público do Rio Grande do Sul lança cartilha educativa sobre violência de gênero
O gabinete de Comunicação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) lançou a cartilha educativa ‘Não é Drama, é Violência’, com o objetivo de conscientizar adolescentes sobre violência de gênero, assédio e relacionamentos abusivos.
Este material educativo visa orientar os jovens a identificar sinais de abuso, reconhecer comportamentos de risco e acessar canais de denúncia. A cartilha faz parte de uma estratégia mais ampla da instituição para fomentar o diálogo com o público adolescente sobre questões sensíveis, utilizando uma linguagem acessível e recursos visuais inspirados no universo dos quadrinhos.
A coordenadora do Gabinete de Comunicação Social do MPRS destacou a importância de abordar temas delicados como assédio e importunação de forma que ressoe com os adolescentes. A equipe envolvida reconheceu a dificuldade de tratar assuntos tão dolorosos e espinhosos, enfatizando a necessidade de uma comunicação cuidadosa e eficaz.
Para se conectar melhor com os jovens, o projeto adotou uma estética inspirada em cartoons e histórias em quadrinhos. A protagonista da cartilha, Luma Valente, é uma adolescente de 14 anos que possui o “olhar da coragem”, um superpoder que a capacita a identificar situações de sofrimento e risco entre seus colegas.
Luma é uma personagem que consegue perceber sinais de comportamentos perigosos ou abusivos e alerta sobre situações de risco. Ela foi criada em colaboração com designers e publicitários, e seu nome foi escolhido por meio de uma votação nas redes sociais da instituição.
Sinais de alerta
A cartilha detalha diversas formas de violência, incluindo agressões físicas, violência sexual, beijos forçados, toques sem consentimento e pressão para o envio de imagens íntimas. Além disso, aborda sinais comuns de relacionamentos abusivos, como ciúmes excessivos, controle sobre a localização do parceiro e manipulação emocional.
Os adolescentes são incentivados a buscar ajuda, dialogando com pessoas de confiança e utilizando canais de denúncia, como o telefone 180 ou as Promotorias de Justiça. As primeiras duas mil cópias da cartilha foram impressas com o apoio do Sicredi e distribuídas gratuitamente.
A expectativa é que o projeto se expanda, com o sucesso inicial gerando muitas solicitações para palestras e ações educativas. A equipe busca novos apoios para aumentar a impressão das cartilhas.
O projeto também começou a chamar a atenção de outros Ministérios Públicos do Brasil, o que abre possibilidades para uma expansão nacional da iniciativa. O lançamento da cartilha ocorreu em uma atividade no Colégio João Paulo I, onde adolescentes se reuniram para discutir como reconhecer e enfrentar situações de violência desde cedo.
