Especialista afirma que nova geração no campo demanda método e tecnologia

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A sucessão familiar no agronegócio exige inovação e adaptação tecnológica.

No terceiro episódio da série Tecnologia e Inovação, o zootecnista e consultor Antônio Chaker discute um dos principais desafios do agronegócio em 2026: a sucessão familiar. Segundo Chaker, para que as novas gerações permaneçam no campo, é fundamental que as propriedades rurais deixem de ser geridas apenas por intuições e se tornem empresas com processos eficientes e inteligentes.

O consultor enfatiza que a questão não é a escassez de mão de obra, mas sim a necessidade de desenvolver métodos que permitam uma operação eficaz, mesmo com equipes jovens e em constante mudança. A incompatibilidade entre os métodos tradicionais de manejo e as expectativas dos sucessores é uma das maiores barreiras enfrentadas atualmente. Para ilustrar essa transição, Chaker compara a situação à rede de fast-food McDonald’s, ressaltando que a tecnologia pode ser a chave para engajar as novas gerações.

Desafios e soluções

Os jovens trabalhadores do campo têm como aliada a tecnologia, principalmente o uso de smartphones e a análise de dados. Chaker observa que, para garantir a sucessão familiar, é necessário preparar as propriedades para um ambiente de incertezas, destacando que a irregularidade das chuvas em 2026 exige que os sucessores se tornem, acima de tudo, gestores competentes de estoques.

Em suas palavras, “não falta gente, falta método”. Para garantir a continuidade das propriedades, ele sugere que os produtores deixem de lado as queixas sobre a mão de obra e transformem suas fazendas em ambientes tecnológicos e organizados. O objetivo é criar uma cultura que faça com que os jovens se sintam parte de uma empresa de ponta.

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