Estudo da Cisco revela aumento de investimentos em privacidade e governança impulsionado por IA

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Adoção de IA impulsiona programas de privacidade nas empresas

A crescente adoção de inteligência artificial (IA) por empresas está levando a um aumento significativo nos programas de privacidade e governança. Essa mudança é impulsionada pela demanda por dados de qualidade, essencial para o funcionamento eficaz da IA, mas também revela lacunas na supervisão e destaca a necessidade de confiabilidade e segurança nas operações.

Um estudo recente, que envolveu 5.200 profissionais de tecnologia e segurança digital em 12 países, incluindo o Brasil, revelou que a IA é vista como o principal motor da expansão de iniciativas de privacidade. No Brasil, 95% dos entrevistados relataram um aumento nessas práticas, enquanto a média global foi de 90%. Além disso, 91% dos profissionais brasileiros planejam aumentar os investimentos em privacidade, refletindo a complexidade dos sistemas de IA e as expectativas de clientes e reguladores.

A pesquisa também mostrou que 38% das organizações globalmente investiram pelo menos US$ 5 milhões em programas de privacidade em 2025, um aumento significativo em relação a 14% em 2024. No Brasil, 31% das empresas atingiram esse mesmo patamar de investimento no ano anterior.

Globalmente, 96% das organizações acreditam que estruturas robustas de privacidade promovem agilidade e inovação em IA. No Brasil, essa percepção é ainda mais acentuada, com 98% dos entrevistados reconhecendo a importância da privacidade para conquistar a confiança dos clientes em serviços baseados em IA.

Confiança e mudanças na governança

O estudo indica uma “mudança estrutural profunda”, onde a confiança não é mais apenas um resultado do cumprimento de normas regulatórias, mas um facilitador essencial para os negócios. Para 99% das organizações globais, há benefícios tangíveis associados às iniciativas de privacidade. No Brasil, 57% dos entrevistados afirmam que uma comunicação clara sobre a coleta e uso de dados é a forma mais eficaz de construir essa confiança.

A governança está se adaptando a esse novo cenário, embora muitas organizações ainda estejam em processo de estabelecer estruturas adequadas para gerenciar a IA de maneira responsável e em larga escala. Globalmente, três em cada quatro organizações possuem um órgão dedicado à governança de IA, mas apenas 12% consideram essas estruturas maduras; no Brasil, esse número é de 20%.

Segundo a vice-presidente sênior de inovação jurídica e estratégia da Cisco, a IA está promovendo uma transformação significativa no cenário de dados, exigindo uma abordagem holística para a governança de todos os tipos de dados. É fundamental que as organizações compreendam e estruturem seus dados para garantir que todas as decisões automatizadas sejam transparentes e explicáveis.

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