Excesso de chuva ameaça a piscicultura com possíveis prejuízos
Excesso de chuva impacta a piscicultura e exige cuidados redobrados dos produtores.
O piscicultor Rafael Mazzucchelli, localizado em Regente Feijó (SP), possui uma produção de mais de um milhão de tilápias. Ele utiliza dois sistemas em seus tanques: o RAS, que é coberto, e o tanque escavado, que fica a céu aberto.
Um dos principais desafios enfrentados por Mazzucchelli é a oxigenação da água. Cada tanque, com capacidade para cerca de 30 mil litros, pode suportar até 700 quilos de peixe. Mantendo os níveis de oxigênio adequados, os peixes crescem de maneira saudável, permitindo uma maior densidade de criação.
A alimentação das tilápias também requer atenção especial. O excesso de chuvas pode causar uma queda na temperatura da água, dificultando o manejo e elevando os custos de produção. A monitorização constante das condições climáticas é crucial para o sucesso da atividade.
De acordo com especialistas, a maior parte da piscicultura no Brasil é realizada em tanques a céu aberto, o que torna o setor mais suscetível às variações climáticas. Por isso, acompanhar as mudanças meteorológicas é parte fundamental da rotina dos piscicultores.
O peso ideal para o abate das tilápias é de um quilo, garantindo filés de melhor qualidade, embora o ponto inicial de abate comece com 730 gramas.
Em Presidente Prudente (SP), o zootecnista Haroldo Takahashi também realiza um monitoramento rigoroso dos tanques, utilizando um oxímetro para verificar os níveis de oxigênio, que devem permanecer acima de 4,5 mg/L. Níveis baixos podem levar à perda de apetite dos peixes e até à morte.
Independentemente do sistema utilizado, seja em tanques fechados ou abertos, a atenção ao manejo, ao clima e à qualidade da água é essencial para reduzir riscos e garantir uma produção sustentável.
Veja a reportagem exibida no programa em 08/02/2026:
