Fiergs avalia que redução da taxa de juros é crucial em cenário desafiador para o setor produtivo
Indústria gaúcha enfrenta desafios em 2026, apesar da redução na taxa de juros.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, destacou os desafios enfrentados pela indústria gaúcha no início de 2026.
Em um cenário econômico complicado, Bier comentou sobre a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano. Essa medida, anunciada na quarta-feira (18), pode trazer alívio financeiro às empresas, mas o presidente da Fiergs enfatizou a necessidade de entender o contexto desafiador que o setor produtivo enfrenta.
De acordo com Bier, os níveis de confiança permanecem baixos, com altos custos operacionais, dificuldades de acesso ao crédito e novas incertezas provocadas pela recente alta dos preços do petróleo, decorrente de conflitos no Oriente Médio. Ele acredita que, embora a redução dos juros seja um passo positivo, a sustentabilidade dessa trajetória de queda depende de um avanço significativo na agenda fiscal e na estabilidade institucional do país.
A recuperação da competitividade da indústria e o fortalecimento dos investimentos estão atrelados a essas questões. Para Bier, sem ações concretas em direção a uma responsabilidade fiscal, o espaço para uma trajetória contínua de redução dos juros será limitado.
Luiz Carlos Bohn, presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), também comentou sobre a decisão do Copom. Ele afirmou que a redução já era esperada pelo mercado, mas que a instabilidade no cenário internacional levou a um corte menor do que o inicialmente previsto.
Bohn enfatizou que a escalada nos preços do petróleo, impulsionada por conflitos internacionais, pode impactar a inflação no Brasil. Ele destacou que, independentemente das condições externas, o governo precisa implementar políticas fiscais mais responsáveis para permitir uma redução estrutural das taxas de juros, essencial para um ambiente econômico mais favorável.
