Finanças empresariais em 2026: quatro CFOs indicam tendências a serem observadas

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Executivos financeiros discutem tendências e desafios para 2026

Desaceleração econômica, reforma tributária e a crescente automação financeira são algumas das preocupações levantadas por CFOs de empresas brasileiras. A implementação da inteligência artificial (IA) em processos financeiros também se destaca como um tema central.

Os quatro CFOs abordam as prioridades que devem ser consideradas para garantir um 2026 bem-sucedido nos negócios. A seguir, os principais pontos discutidos.

  1. Automação e IA generativa no backoffice

Para o CFO da Qive, 2026 marcará a maturidade do modelo financeiro híbrido. Ele ressalta que a IA agrega valor apenas quando fundamentada em dados confiáveis e estruturados.

Em relação ao Contas a Pagar, a antecipação de anomalias e a interpretação de documentos diretamente da fonte oficial serão essenciais para orientar decisões, baseando-se em padrões observados em milhares de transações.

A transformação do papel das equipes financeiras é evidente, passando de funções manuais para um foco em análise e tomada de decisão. As rotinas, como validação documental e conciliações, estão se tornando mais preditivas, aumentando a eficiência operacional.

  1. Governança e resiliência financeira

Em 2026, as empresas enfrentarão múltiplas pressões, incluindo a transição da reforma tributária e a necessidade de eficiência em um contexto eleitoral. A disciplina financeira e a governança se tornarão ainda mais cruciais.

A integração entre áreas e a capacidade de resposta rápida a mudanças serão fundamentais. Embora haja expectativa de queda nas taxas de juros, o ajuste será gradual e concentrado no segundo semestre, o que manterá o custo de capital como um desafio.

A volatilidade macroeconômica continuará a exigir uma agenda de eficiência robusta para as empresas no Brasil.

  1. Finanças embutidas e pagamentos sem fricção

As finanças embutidas, ou embedded finance, seguirão em ascensão no mercado financeiro brasileiro, proporcionando uma experiência de uso mais fluida. A ênfase não estará na criação de novos produtos, mas na integração inteligente de serviços financeiros nas plataformas já utilizadas pelos consumidores.

O objetivo é tornar o acesso a esses serviços tão natural que os usuários nem percebam que estão utilizando uma solução financeira. O desafio reside na aplicação equilibrada das finanças embutidas, garantindo segurança e uma experiência positiva para o usuário.

  1. Conformidade e compliance

As exigências regulatórias e a pressão por transparência não devem diminuir em 2026. As empresas precisam não apenas cumprir normas, mas também adotar uma postura estratégica em relação ao compliance.

Isso envolve manter processos alinhados com as legislações vigentes e investir em treinamentos contínuos, governança de dados e sistemas de segurança, além de garantir a rastreabilidade e confiabilidade das informações financeiras.

Com o aumento da digitalização, cresce também a quantidade de dados financeiros gerados, o que intensifica a necessidade de conformidade. A análise preditiva poderá oferecer insights valiosos sobre tendências de mercado e comportamento do consumidor, permitindo decisões mais informadas e fortalecendo os processos de compliance.

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