Financiamentos para desabrigados em Minas Gerais adotarão modelo do Rio Grande do Sul, afirma Lula

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Governo federal implementa medidas para apoiar vítimas das chuvas em Minas Gerais.

Os financiamentos de moradias para famílias que perderam suas casas devido às intensas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais seguirão um modelo semelhante ao utilizado nas enchentes do Rio Grande do Sul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em uma coletiva de imprensa após reunião com prefeitos locais, que a União oferecerá apoio integral às cidades afetadas.

As ações do governo incluem assistência às prefeituras e linhas de crédito para pequenos empresários que sofreram prejuízos com os temporais. Lula enfatizou a importância de ajudar os prefeitos na recuperação das cidades e garantir a reestruturação das empresas, além de proporcionar moradia para as famílias desabrigadas.

O presidente destacou que as novas residências não serão construídas em áreas de risco. Caso não haja terrenos adequados disponíveis, o governo poderá utilizar o modelo de “compra assistida”, que já foi aplicado em outras situações de desastres naturais no país.

Nesse sistema, as famílias que perderam seus lares recebem um valor do governo federal para adquirir uma nova casa, seja nova ou usada, em qualquer local do estado. Lula garantiu que todos os custos serão cobertos pela União, afirmando que se a cidade não tiver terrenos, o governo se responsabilizará por encontrar soluções.

A prioridade, segundo o presidente, é assegurar moradia digna e segura, evitando a reconstrução em encostas ou áreas propensas a alagamentos.

Sobrevoo e visita a desabrigados

Na manhã do dia 28, Lula sobrevoou as cidades afetadas e visitou Juiz de Fora, o município mais atingido, onde conversou com moradores que estão abrigados em locais improvisados. A cidade enfrenta o maior número de vítimas e milhares de desalojados.

Além de Juiz de Fora, outras cidades, como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino, também sofreram com deslizamentos de terra e alagamentos, resultando em danos significativos a edificações públicas.

Durante os encontros com os prefeitos, Lula solicitou que as administrações municipais realizem um levantamento detalhado dos danos para facilitar a liberação de recursos federais. Ele garantiu que todas as áreas afetadas, como saúde, educação e infraestrutura, serão contempladas na recuperação.

Recursos e medidas emergenciais

O governo federal já anunciou a liberação de recursos para ações emergenciais e assistência humanitária nas cidades em situação de calamidade pública. Esses valores serão direcionados para restabelecer serviços essenciais, apoio a abrigos e reconstrução de estruturas públicas.

Foi confirmada também a antecipação do pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para as famílias afetadas. Os moradores poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) conforme as normas para desastres naturais.

Pequenos empresários terão acesso facilitado a crédito para recomeçar suas atividades e repor estoques e equipamentos perdidos.

Compromisso com a reconstrução

Ao final de sua visita, Lula reiterou que o apoio federal não estará condicionado a alinhamentos políticos com prefeitos ou lideranças locais. Ele afirmou que, independentemente do partido, o governo está comprometido em ajudar as cidades que enfrentam dificuldades.

O presidente reconheceu que não é possível recuperar vidas perdidas, mas assegurou que o governo se empenhará em restabelecer condições adequadas de moradia e infraestrutura.

“A vida a gente não consegue trazer de volta. Mas podemos garantir que as pessoas tenham perspectiva e dignidade para recomeçar”, concluiu.

Lula esteve acompanhado de ministros e autoridades durante sua visita às áreas afetadas. Ele enfatizou a colaboração entre os governos federal e municipal para garantir que todos os cidadãos recebam a assistência necessária.

Em um gesto de respeito, o evento foi encerrado com um minuto de silêncio em memória das vítimas do desastre climático.

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