Flávio Bolsonaro considera inaceitável a posição do governo sobre a relação entre EUA e Irã
Flávio Bolsonaro critica posicionamento do Brasil sobre conflitos no Oriente Médio.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificou como “inaceitável” a recente declaração do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil. A nota expressou “grave preocupação” com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.
Bolsonaro destacou que, ao apoiar politicamente Teerã, o Brasil se posiciona de forma equivocada em um conflito sério, ignorando a natureza do regime que está sendo defendido. Ele se prepara para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de outubro e utilizou suas redes sociais para criticar a postura do governo.
O senador enfatizou que o Brasil não deve se envolver em “conflitos regionais” ou assumir um papel ativo em disputas nas quais não está diretamente implicado. Ele argumentou que a escolha do lado em um conflito deve ser feita com responsabilidade, evitando apoiar regimes que promovem terrorismo e instabilidade, o que, segundo ele, ameaça os interesses estratégicos do país.
Bolsonaro também manifestou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outras nações que enfrentaram ataques iranianos em resposta às ações dos EUA e Israel. Ele ressaltou a importância de uma política externa que exija prudência e clareza, afirmando que a neutralidade não deve ser confundida com complacência.
Em contrapartida, o governo brasileiro lançou uma nota, na mesma data, condenando os ataques dos EUA e Israel ao Irã, enfatizando a necessidade de negociações para evitar a escalada de hostilidades. O Itamaraty pediu que todas as partes respeitem o direito internacional e exerçam contenção máxima para proteger civis e infraestrutura civil.
Além disso, as embaixadas brasileiras na região estão monitorando a situação e recomendam que cidadãos brasileiros sigam as orientações de segurança das autoridades locais. A posição do Brasil reflete a preocupação compartilhada por outros líderes globais, incluindo uma declaração conjunta da União Europeia, que pediu moderação e o uso da diplomacia regional para garantir a segurança nuclear.
