Flávio Bolsonaro defende pai em ato na Paulista enquanto direita critica Lula e STF
Manifestação em São Paulo destaca Flávio Bolsonaro e ausências notáveis
O ato organizado pela direita na Avenida Paulista, neste domingo (1), reuniu um público estimado em cerca de 20 mil pessoas. O evento foi marcado por declarações em apoio a Jair Bolsonaro e críticas ao presidente Lula e ao STF, além das ausências de figuras proeminentes como Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, foi o principal orador do evento. Em seu discurso, ele enfatizou a necessidade de derrubar o veto de Lula ao projeto de lei que trata da dosimetria para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Flávio afirmou que, com a derrubada do veto, muitos dos envolvidos nos eventos de janeiro poderiam retornar para casa.
O senador criticou a gestão de Lula, chamando-a de “horrorosa” e expressou preocupação com a falta de perspectivas para os jovens. Ele também ressaltou a importância de proteger as mulheres, pedindo um compromisso genuíno com essa causa.
Flávio se referiu a Jair Bolsonaro, afirmando que ele “está vivo” politicamente e que seus apoiadores continuarão a lutar pelo legado do ex-presidente. Ele compartilhou uma conversa que teve com Bolsonaro, prevendo que, em janeiro de 2027, o ex-presidente retornará ao Planalto ao lado do povo brasileiro.
Ausências notáveis
Durante o ato intitulado “Acorda, Brasil”, Flávio expressou gratidão ao governador Tarcísio de Freitas, elogiando seu comprometimento com o que chamou de “projeto de resgate da nação”. Contudo, o governador não compareceu ao evento, mesmo após ter publicado uma foto de apoio à candidatura de Flávio em suas redes sociais.
A ausência de Michelle Bolsonaro também foi notada, uma vez que ela enfrenta resistência dentro do próprio campo político, inclusive de seu marido. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, comentou sobre o carisma de Michelle, mas indicou que a falta de apoio a sua candidatura se origina da resistência de Jair Bolsonaro.
Críticas ao governo e ao STF
O deputado federal Nikolas Ferreira, presente na manifestação, fez declarações contundentes sobre Lula e o ministro Alexandre de Moraes, sugerindo que ambos deveriam ser presos. Ele acusou Moraes de promover perseguição política e desafiou a figura do magistrado com termos pejorativos.
O pastor Silas Malafaia também se manifestou, pedindo o afastamento de Moraes e do ministro Dias Toffoli, alegando que ambos não possuem moral para julgar. Malafaia criticou Moraes, chamando-o de “ditador da toga” e acusou-o de instaurar um “crime de opinião” no Brasil, referindo-se ao inquérito das fake news.
Público e metodologia de contagem
Um relatório divulgado por instituições acadêmicas estimou a presença de 20,4 mil pessoas na manifestação, com uma margem de erro de 12%. Este número representa cerca da metade do público que participou de um evento similar em setembro do ano anterior.
A metodologia utilizada para a contagem foi desenvolvida por pesquisadores de universidades e empresas, utilizando drones e inteligência artificial para analisar imagens aéreas da multidão. O sistema demonstrou uma precisão de 72,9% na identificação de indivíduos, garantindo uma contagem mais precisa em áreas densas.
