Flávio busca apoio do PL para candidaturas ao governo ou Senado em todos os estados

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PL busca fortalecer presença nas eleições de 2026 com foco em apoio a Flávio Bolsonaro.

O PL está mobilizando suas lideranças estaduais para garantir a presença do partido nas chapas majoritárias em todos os estados. O objetivo é ter, em cada unidade da federação, ao menos um candidato ao governo ou ao Senado que atue ativamente em apoio ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência.

A definição dos palanques ficará a cargo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que escolherá os candidatos ao Senado, enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficará responsável por indicar os nomes para os governos estaduais.

Recentemente, Bolsonaro já estabeleceu o palanque em Santa Catarina, onde seu filho Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni disputarão uma vaga no Senado. Em Goiás, o ex-presidente optou pelo deputado Gustavo Gayer para uma das vagas de senador, com a segunda vaga a ser indicada pelo governador Ronaldo Caiado, que é pré-candidato à Presidência.

Flávio Bolsonaro, que está nos Estados Unidos participando de um evento conservador, retornará para se concentrar na articulação nacional de sua candidatura. Ele planeja se reunir com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e já teve um encontro com Jair Bolsonaro na semana anterior.

A estratégia do PL é que, mesmo em estados onde não houver candidato a governador, exista pelo menos um candidato ao Senado para garantir apoio a Flávio. O partido busca evitar que candidatos ao governo de partidos aliados minimizem sua associação com o filho do ex-presidente, especialmente em estados com forte influência lulista.

De acordo com líderes do partido, é fundamental estar na disputa majoritária para que um candidato reforce a identificação com o número 22, que será utilizado por Flávio. No entanto, essa estratégia enfrenta desafios na formação de alianças locais.

Os estrategistas do PL acreditam que é mais vantajoso ter um candidato a governador que possa transferir votos para Flávio, mesmo que seja de outro partido. Nesses casos, o PL tentará compensar com uma candidatura própria ao Senado.

Outra abordagem é contar com candidatos a deputado federal que possam atrair votos, ajudando a equilibrar a falta de um candidato próprio ao governo.

O PL já está em negociações para formar uma aliança com a federação União Progressista, que inclui o PP e o União Brasil, em alguns estados, como o Rio de Janeiro. O partido também busca incluir o Republicanos na coligação nacional que apoiará Flávio, embora ainda haja ajustes a serem feitos em estados onde os interesses do PL conflitam com os do centrão.

No caso de Santa Catarina, a estratégia de Bolsonaro de promover uma chapa pura para o Senado pode afastar o PP da aliança com Flávio. O governador Jorginho Mello, que busca a reeleição, preferia apoiar a candidatura de Esperidião Amin, do PP.

Em São Paulo, onde o PL busca se inserir na chapa majoritária, o partido apoiará a reeleição de Tarcísio, que tem planos de lançar o deputado Guilherme Derrite ao Senado. Contudo, a disputa está acirrada, com outros nomes, como o deputado Ricardo Salles, também se colocando como candidatos ao Senado.

O PL ainda considera a possibilidade de Flávio ter mais de um palanque em determinados estados, o que poderia ser uma vantagem em relação ao candidato Lula.

Em Minas Gerais, a situação está aberta para candidatos de direita, com o vice-governador Matheus Simões se preparando para concorrer ao governo. Flávio tenta convencer o governador Romeu Zema a ser seu vice, mas ainda não obteve sucesso.

Além disso, o senador Cleitinho busca se firmar como candidato de Bolsonaro em Minas. Flávio, preocupado com a possibilidade de não receber apoio suficiente, considerou lançar Nikolas Ferreira ao governo, mas o deputado não demonstrou interesse em concorrer.

A possível candidatura presidencial do PSD pode complicar o apoio de candidatos a governador da centro-direita em alguns estados, embora isso seja minimizado por apoiadores de Flávio.

A expectativa é que a fragmentação da oposição a Lula no primeiro turno não seja negativa, pois há uma expectativa de reunificação no segundo turno, com novos apoios ao senador, que é visto como um forte candidato para avançar na disputa contra o petista.

Com a preparação para as eleições de 2026, o PL se mostra mais competitivo em termos

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