França inicia investigação explosiva sobre ex-ministro ligado a arquivos Epstein
Investigação sobre Jack Lang e sua filha levanta questões na política e realeza europeia.
Promotores franceses anunciaram a abertura de uma investigação preliminar contra o ex-ministro Jack Lang e sua filha, Caroline, após seus nomes serem vinculados a documentos revelados sobre Jeffrey Epstein.
Lang, que atualmente dirige o Instituto do Mundo Árabe em Paris, é a figura mais proeminente da França mencionada nos arquivos divulgados pela Justiça americana. Ele e a filha são investigados por suspeitas de “lavagem de dinheiro proveniente de fraude fiscal agravada”, devido a possíveis conexões financeiras com Epstein.
Fontes da imprensa francesa indicam que Lang teria solicitado frequentemente recursos ao financista. O ex-ministro negou qualquer envolvimento com os crimes atribuídos a Epstein.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, convocou Lang para uma reunião no próximo domingo, em meio a crescentes pedidos para que ele se afaste do cargo no instituto. Barrot salientou que os novos dados revelados são graves e requerem uma análise minuciosa.
“Os primeiros elementos revelados nesses documentos são novos e extremamente graves” e exigirão uma análise detalhada, afirmou Barrot.
Lang não se manifestou sobre as indagações, mas seu advogado, Laurent Merlet, afirmou que o objetivo é esclarecer sua versão dos fatos e negou a existência de uma relação próxima entre Lang e Epstein.
Caroline Lang também foi mencionada em registros de uma empresa criada no exterior em colaboração com Epstein. Recentemente, ela renunciou à presidência do Sindicato de Produção Independente, enquanto seu pai permanece firme em sua posição no IMA.
O escândalo Epstein não se limita à França, afetando também outras autoridades e membros da realeza na Europa. Na Eslováquia, um assessor de segurança nacional deixou o cargo após a divulgação de e-mails que o ligavam a Epstein e mulheres jovens.
Na Noruega, o ex-primeiro-ministro Thorbjoern Jagland e outros ex-diplomatas estão sob investigação por suspeita de corrupção agravada, com Jagland afirmando que provará sua inocência.
