Fundo Garantidor alerta sobre golpe relacionado a indenizações do Master

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FGC alerta sobre golpes relacionados a indenizações do Banco Master

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emitiu um alerta sobre o aumento de fraudes que visam enganar clientes do Banco Master, especialmente no contexto de indenizações. Desde que os recursos começaram a ser liberados, criminosos têm se aproveitado do interesse dos correntistas e investidores para aplicar golpes, utilizando indevidamente o nome do FGC e de outras instituições.

As fraudes incluem comunicações falsas que imitam contatos oficiais, além de links, páginas e aplicativos fraudulentos criados para roubar dados pessoais e bancários. Também foram documentadas tentativas de cobrança de taxas inexistentes e promessas enganosas de liberação rápida dos valores, práticas que induzem as vítimas ao erro e resultam em perdas financeiras.

Diante desse cenário, o FGC recomenda que os clientes busquem informações apenas através de canais institucionais e desconfiem de abordagens que ofereçam facilidades ou solicitem dados fora dos meios oficiais. O fundo enfatiza que não há cobrança de taxas para o recebimento da garantia e alerta sobre a importância da cautela no uso de serviços digitais para evitar fraudes durante o processo de indenização.

Até a última sexta-feira, o FGC já havia desembolsado R$ 26 bilhões em indenizações, beneficiando mais de 520 mil pessoas, o que representa cerca de dois terços do total de clientes com direito aos recursos. Com a continuidade do processamento dos pedidos e a inclusão do Will Bank, liquidado pelo Banco Central, a expectativa é que o total de indenizações chegue a R$ 47 bilhões.

Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master após a identificação de fraudes financeiras pela Polícia Federal na operação Compliance Zero. Em janeiro, também foi determinada a liquidação do Will Bank, que era o braço financeiro do Master. O FGC é o responsável por garantir o ressarcimento aos clientes afetados por essa liquidação.

O desembolso total estimado para indenizações é de R$ 40,6 bilhões, abrangendo aproximadamente 800 mil investidores, configurando o maior pagamento já realizado pelo fundo.

Nesta segunda-feira, a Polícia Federal iniciou a oitiva de ex-diretores do Master e do Banco de Brasília (BRB), além de empresários vinculados aos investigados, incluindo Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Master. O inquérito investiga possíveis crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à negociação de carteiras de crédito que teriam sido vendidas ao BRB, mas que seriam supostamente inexistentes.

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