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São Paulo registra primeiro caso de sarampo de 2026 em bebê não vacinado.

O estado de São Paulo confirmou o primeiro caso de sarampo de 2026, envolvendo um bebê de seis meses que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia em janeiro. A criança não estava vacinada devido à idade, já que a imunização é recomendada apenas a partir dos 12 meses.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é administrada a partir dos 12 meses de idade. Isso se deve ao fato de que os bebês recebem anticorpos da mãe durante a gestação, os quais podem interferir na resposta imunológica à vacina nos primeiros meses de vida. Especialistas afirmam que esses anticorpos maternos, embora ofereçam alguma proteção, não garantem que o bebê esteja completamente imune à doença.

Crianças menores de um ano são especialmente vulneráveis ao sarampo, especialmente quando expostas ao vírus. Para aqueles entre seis meses e um ano que viajam para áreas com transmissão ativa da doença, é recomendada a chamada “dose zero”. Essa estratégia consiste na aplicação da vacina antes do primeiro aniversário, oferecendo proteção parcial, mas não substituindo as duas doses do calendário regular, que devem ser feitas aos 12 e 15 meses.

Recentemente, o número de casos de sarampo nas Américas aumentou drasticamente, com um crescimento de 32 vezes entre 2024 e 2025. Esse aumento alarmante levou a órgãos de saúde a emitirem alertas e solicitarem ações imediatas dos países da região. Em 2025, foram registrados 14.891 casos em 13 países, com a Bolívia apresentando 597 casos e mantendo a transmissão ativa.

Nos Estados Unidos, a situação é preocupante, com 2.242 casos registrados no ano passado, resultando em três mortes. A desconfiança em relação às vacinas, exacerbada por declarações de figuras públicas, tem contribuído para a propagação da doença. No Brasil, foram confirmados 38 casos em 2025, com dez deles contraídos fora do país.

Especialistas recomendam que, para bebês entre seis meses e um ano que estejam em situações de risco, a dose extra de vacina é fundamental para garantir maior segurança. No entanto, antes dos seis meses, a vacina não é indicada, pois a concentração de anticorpos maternos ainda é alta, o que impede uma resposta imunológica adequada.

É importante ressaltar que a “dose zero” não integra o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e é disponibilizada apenas em casos de surto. Algumas cidades oferecem centros de medicina do viajante que podem avaliar individualmente a necessidade de vacinação, mas isso não é uma prática comum. Para a maioria das famílias, a vacina deve ser obtida na rede privada.

Além do sarampo, o calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) para o primeiro ano de vida inclui vacinas contra hepatite B, tuberculose, poliomielite, rotavírus, coqueluche, tétano, difteria, meningite por Haemophilus, pneumonia e meningite C. A vacina contra gripe é administrada aos seis meses, enquanto a vacina contra febre amarela é recomendada aos nove meses, especialmente para viagens a áreas de risco.

Organizações de saúde recomendam vacinas adicionais que podem oferecer uma proteção mais abrangente do que as disponíveis pelo SUS, mas o calendário básico já cobre as principais doenças preveníveis na infância.

A preocupação com a vacinação não se limita a viagens internacionais. O Brasil apresenta perfis epidemiológicos variados, com áreas que exigem atenção especial devido ao risco de febre amarela, dengue, malária e leishmaniose.

A vacinação em dia é essencial para garantir proteção contra diversas doenças, independentemente de viajar dentro ou fora do Brasil. A orientação dos especialistas é clara: é fundamental consultar o pediatra antes de qualquer viagem com bebês, verificar o perfil epidemiológico do destino e avaliar a possibilidade de antecipar alguma dose de vacina.

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