Fuzileiros adotam tecnologias inovadoras para defesa e resposta a desastres
Marinha do Brasil apresenta inovações tecnológicas para modernizar suas forças de defesa.
Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil revelaram, em um evento realizado no Rio de Janeiro, as mais recentes inovações tecnológicas incorporadas ao seu arsenal. O foco é a modernização das forças de defesa do país, em resposta às demandas contemporâneas de segurança e eficiência operacional.
A principal inovação é o recém-ativado Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque. Este esquadrão conta com uma variedade de drones de quatro hélices, equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e térmicos, que possibilitam uma vigilância eficaz e a localização de vítimas em situações de emergência.
Os drones possuem a capacidade de monitorar alvos e, em alguns casos, realizar ataques a pequenos alvos, transportando projetéis. Além disso, a Marinha incorporou um modelo de drone de asa fixa, conhecido como kamikaze, que pode ser utilizado para destruir alvos maiores ao ser lançado com explosivos.
O comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas, destacou que a criação deste esquadrão permite ao Brasil acompanhar as inovações tecnológicas das forças de defesa em nível global, especialmente em um cenário de conflitos recentes ao redor do mundo.
Em março, a corporação inaugurará uma nova escola no Rio de Janeiro, destinada a formar militares na operação de drones, reforçando a capacitação e a eficiência das tropas.
Chagas também enfatizou a importância estratégica da Marinha na defesa do litoral brasileiro, que se estende por 7,5 mil quilômetros. Ele ressaltou que a maioria da população e das riquezas do país está concentrada nessa área, tornando a proteção marítima essencial.
Os Fuzileiros Navais também receberam novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e fabricados no Brasil. Esses veículos, que podem atingir velocidades de até 74 km/h e transportar até 13 militares, são equipados com metralhadoras, radares e câmeras térmicas, permitindo operações em áreas com infraestrutura limitada.
Essas inovações tecnológicas não apenas aumentam a capacidade de resposta da corporação em situações de desastres naturais, mas também demonstram a versatilidade dos equipamentos, que podem ser utilizados em missões de resgate e transporte de suprimentos.
Além disso, a Marinha apresentou novos armamentos, incluindo o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, que pode atingir alvos a até 70 km de distância, voando a uma velocidade de 1 mil km/h, dificultando sua detecção. Outro míssil de fabricação nacional, com alcance de até 3 quilômetros, é guiado a laser e possui alta precisão, capaz de perfurar até 80 centímetros de blindagem.
Essas inovações refletem o compromisso da Marinha do Brasil em modernizar suas capacidades operacionais e garantir a segurança nacional em um mundo em constante mudança.