Google enfrenta pressão de funcionários para reduzir serviços destinados ao ICE

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Funcionários do Google pedem fim de serviços de nuvem para o ICE após mortes em operações de imigração.

Mais de 800 funcionários do Google assinaram uma petição na última sexta-feira, exigindo que a empresa cesse a prestação de serviços de nuvem ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) dos Estados Unidos. O movimento surge após a morte de duas pessoas durante operações da agência em Minneapolis, Minnesota.

Os colaboradores expressaram estar “estarrecidos com a violência” e criticaram as “operações no estilo paramilitar” realizadas pelos agentes de imigração. Eles afirmam que o suporte do Google a essas ações é inaceitável e pedem medidas de segurança para proteger os empregados da empresa.

Os funcionários relataram uma suposta tentativa de entrada de agentes do ICE no campus do Google em Cambridge, Massachusetts, o que intensificou a preocupação sobre a segurança no ambiente de trabalho. A petição também solicita uma sessão de perguntas e respostas com os executivos da empresa para discutir essas questões.

A iniciativa foi impulsionada pelo grupo No Tech for Apartheid, que inclui funcionários do Google e da Amazon. O coletivo defende o fim do contrato das empresas com o governo, especialmente em relação a serviços de nuvem destinados ao exército e a operações governamentais em Israel. Nas primeiras 24 horas, mais de 500 pessoas já haviam assinado o documento.

A petição ainda menciona o fornecimento de serviços de nuvem do Google à Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos EUA, além da colaboração com a Palantir, uma empresa que desenvolve software para rastreamento de imigrantes, o que levanta questões éticas sobre a utilização de tecnologia em operações de imigração.

As mortes recentes de Alex Jeffrey Pretti e Renne Good, ambos em operações do ICE, destacam a gravidade da situação. Pretti foi baleado em 24 de janeiro de 2026, enquanto Good foi morta em 7 de janeiro do mesmo ano. O Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que Pretti estava armado, mas a evidência disponível não confirma se ele apresentou a arma aos oficiais. Esses incidentes têm gerado um clamor por maior responsabilidade e revisão das práticas do ICE.

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