Governador gaúcho apresenta dados sobre crescimento do Rio Grande do Sul em evento na Fecomércio

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Rio Grande do Sul apresenta avanços significativos em sua saúde fiscal e capacidade de investimento.

Durante um evento realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, o governador Eduardo Leite apresentou dados que evidenciam a evolução do Estado. Ele destacou que as mudanças são respaldadas por indicadores fiscais, sociais e econômicos.

O governador enfatizou que, independentemente da opinião pública sobre sua gestão, os números refletem uma realidade positiva. Segundo ele, a atual administração focou em resolver problemas estruturais que dificultavam o desenvolvimento, ressaltando que um governo fraco pode limitar a capacidade empreendedora da população.

A principal transformação começou com o ajuste nas contas públicas. Em 2019, o gasto com pessoal representava 78,3% da Receita Corrente Líquida (RCL), mas esse percentual caiu para 63,2% em 2025. O déficit previdenciário, que anteriormente correspondia a 30,3% da RCL, foi reduzido para 15,6%, resultando em uma economia acumulada de R$ 14,4 bilhões ao longo de seis anos.

Além disso, o Estado quitou uma dívida de R$ 9,9 bilhões com o Caixa Único, interrompeu o saque de recursos de contas vinculadas e recuperou os depósitos judiciais, que haviam sido utilizados em 95%. O pagamento de salários, que chegou a ser parcelado por 57 meses, é realizado em dia há cinco anos, incluindo antecipações do 13º salário.

Leite ressaltou que a organização das contas não é um objetivo em si, mas uma condição para que possam ser realizados investimentos e oferecidos melhores serviços à população. Ele também anunciou que o Rio Grande do Sul melhorou sua classificação no indicador de Capacidade de Pagamento (Capag), passando de nota “D” para “C”, a primeira vez que o Estado alcança essa melhoria desde a criação do indicador.

Essa mudança traz credibilidade ao mercado e sinaliza uma maior capacidade de honrar compromissos financeiros, o que abre espaço para operações de crédito com respaldo da União, fortalecendo ainda mais a capacidade de investimento do Estado.

Leite destacou que a capacidade de investimento do Estado avançou consideravelmente. O volume destinado diretamente pelo governo passou de 2,3% da RCL em 2019 para 10,7% em 2024 e 8,9% em 2025, sem atrasos a fornecedores. Os convênios firmados com os municípios aumentaram de maneira expressiva, de uma média anual de R$ 34,8 milhões entre 2010 e 2019 para R$ 539 milhões entre 2020 e 2025. Nos investimentos em rodovias, o orçamento do Daer subiu de R$ 150 milhões para R$ 848 milhões por ano, enquanto no Porto do Rio Grande foram aplicados R$ 500 milhões de 2022 a 2025, um aumento de 15 vezes em comparação aos 11 anos anteriores.

Ao concluir sua apresentação, Leite reconheceu que, embora ainda existam desafios a serem superados, os indicadores demonstram uma trajetória consistente de melhoria. Ele afirmou que a situação não está completamente resolvida, mas que a realidade atual é significativamente melhor do que a anterior, conforme os números comprovam.

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