Governador gaúcho defende privatizações e concessões em evento em São Paulo como impulsionadores do desenvolvimento

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Governador do Rio Grande do Sul discute privatizações e concessões em evento em São Paulo.

O governador Eduardo Leite participou da 5ª edição do evento “P3C – PPPs e Concessões”, em São Paulo, onde abordou a situação fiscal do Rio Grande do Sul e a necessidade de privatizações. O painel contou com a presença de investidores e representantes dos setores público e privado, focando em parcerias no setor de infraestrutura.

Leite destacou que o programa de privatizações foi uma resposta a uma grave crise fiscal, que resultou em atrasos salariais e dívidas com hospitais e fornecedores. “Era uma situação caótica”, afirmou, ressaltando a urgência de reestruturar a administração pública para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

Desde o início de sua gestão em 2019, o governo gaúcho aprovou a retirada da exigência de plebiscito para a venda de estatais, facilitando a alienação de ativos. Leite enfatizou que sua abordagem se baseia em uma convicção profunda de que a população merece serviços eficientes e de qualidade.

Durante sua administração, foram privatizadas empresas como CEEE, Sulgás e Corsan, tornando o Rio Grande do Sul o primeiro estado a privatizar uma companhia de saneamento após a implementação do novo marco regulatório. Leite defendeu que a gestão privada traz mais agilidade e eficiência na incorporação de novas tecnologias.

Além disso, o governador apresentou três pilares fundamentais para a privatização: eficiência, foco e responsabilidade intergeracional. Ele argumentou que o governo deve se concentrar nas áreas essenciais, como saúde e educação, e não na administração de empresas de energia ou saneamento.

Leite também afirmou que contratos de longo prazo, de 25 a 30 anos, são essenciais para garantir ciclos de investimento que ultrapassam os mandatos políticos, evitando rupturas administrativas. Ele concluiu que a atuação do Estado como empresário é pouco eficiente.

No evento, também estiveram presentes autoridades como o secretário-executivo do Ministério dos Transportes e o diretor-geral da ANTT, além de outros representantes do setor público e privado, que participaram das discussões sobre o futuro das parcerias e concessões no Brasil.

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