Grupo de Trabalho da Maré pode servir de modelo para outras comunidades

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Governo federal cria Grupo de Trabalho para ações na Maré com investimento histórico

A Secretaria-Geral da Presidência da República anunciou, em 27 de janeiro, a formação do GTT Maré (Grupo de Trabalho Técnico da Maré) na Fiocruz, no Rio de Janeiro. O grupo terá um prazo de 90 dias para elaborar um plano de ação voltado para o complexo de favelas da Maré.

Esta iniciativa do governo federal visa reafirmar o compromisso com a participação social e a promoção de direitos, além de integrar políticas públicas nas comunidades da Maré. O GTT é resultado de um processo de escuta das organizações comunitárias locais, especialmente da Articulação Redes da Maré e das 16 associações de moradores da região.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência ressaltou que a criação do GTT está alinhada à orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca aproximar o governo das comunidades. Ele enfatizou que o grupo é fundamental para moldar a forma como o Estado brasileiro deve interagir com as comunidades populares.

O GTT Maré receberá um investimento significativo, com a liberação de R$ 170 milhões destinados a obras de urbanização, infraestrutura e regularização fundiária. Este esforço visa melhorar as condições de vida dos moradores, incluindo a implementação de saúde digital e telemedicina.

O trabalho do GTT poderá estabelecer um modelo de intervenção territorial baseado no diálogo com lideranças locais, criando ações integradas que sirvam de referência para outras comunidades. O ministro destacou a necessidade de tratar todos os cidadãos com respeito, independentemente de sua condição social.

O grupo é composto por representantes de ministérios, universidades e instituições federais, com foco em áreas como saúde, igualdade racial, direitos sociais, habitação e segurança cidadã. O objetivo é estruturar ações de médio e longo prazo para o território da Maré.

Integração de políticas públicas

O ministro também anunciou a intenção de levar agentes do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) para a Maré, visando articular ações de segurança pública com políticas sociais que protejam as vítimas da criminalidade.

De acordo com o ministro, a presença da polícia sozinha não é suficiente. Ele enfatizou a importância de abordar questões como moradia, saúde e emprego, afirmando que o governo deve garantir o respeito aos cidadãos. A meta é construir 600 unidades habitacionais na Maré por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que tem raízes no Complexo da Maré, destacou a relevância de ações integradas para melhorar a vida dos moradores. Ela afirmou que o combate ao racismo e a promoção de direitos sociais exigem uma abordagem multifacetada, abrangendo saúde, educação, cultura e lazer.

Após a cerimônia, os ministros visitaram a Maré para dialogar com os moradores. O evento contou com a presença de representantes dos ministérios das Cidades e da Saúde, além de lideranças comunitárias e organizações da sociedade civil.

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