Guerra no Oriente Médio provoca queda na arroba do boi com análise dos impactos a curto prazo
Mercado do boi gordo enfrenta acomodação em meio a incertezas logísticas.
O mercado físico do boi gordo apresentou um cenário de negociações acomodadas ao longo da semana. Essa estabilidade é reflexo de um ambiente de incertezas, especialmente em relação à logística do setor.
Nos últimos dias, muitos frigoríficos optaram por não realizar compras de gado, dada a preocupação com os problemas logísticos que podem surgir em decorrência de conflitos internacionais, como os ocorridos no Oriente Médio.
Em uma análise preliminar, observa-se que o aumento dos custos logísticos é a consequência mais imediata e visível dessa situação. Contudo, o mercado demonstrou uma leve tranquilidade após declarações que garantiram a segurança do tráfego marítimo na região do estreito de Ormuz.
Na B3, os preços futuros do boi gordo também sofreram uma expressiva desvalorização durante a semana, refletindo o clima especulativo e as incertezas referentes às exportações de carne para diversos países.
“Para o curto prazo, tudo indica que o cenário de preços tende a seguir negativo”, aponta um analista do setor.
Média da arroba do boi gordo
Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, registraram as seguintes variações na última sexta-feira:
- São Paulo (Capital): R$ 350, uma queda de 2,78% em relação aos R$ 360 da semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 330, uma diminuição de 2,94% em comparação aos R$ 340 registrados no fechamento da semana anterior;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 345, um aumento de 1,47% sobre os R$ 340 do fechamento anterior;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 340, sem alterações em relação à semana anterior;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 340, mantido em relação ao valor praticado anteriormente;
- Rondônia (Vilhena): R$ 315, um avanço de 1,61% frente aos R$ 310 da semana passada;
Mercado atacadista
No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. No entanto, existe uma expectativa de aumento moderado nos preços dos cortes de carne com osso.
O analista destaca que a carne bovina continua perdendo competitividade em relação a outras proteínas, principalmente quando comparada à carne de frango.
- Quarto dianteiro: permanece precificado a R$ 21,00 por quilo;
- Quarto traseiro: segue cotado a R$ 27,00 por quilo;
- Ponta de agulha: continua a R$ 19,50 por quilo.
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina do Brasil, incluindo as categorias fresca, congelada ou refrigerada, geraram um total de US$ 1,330 bilhão em fevereiro, com uma média diária de US$ 73,923 milhões.
A quantidade total de carne exportada foi de 235,889 mil toneladas, com uma média diária de 13,105 mil toneladas. O preço médio por tonelada alcançou US$ 5.640,90.
Comparando com fevereiro de 2025, houve um aumento de 41,8% no valor médio diário das exportações, além de um crescimento de 23,9% na quantidade média diária exportada e uma elevação de 14,5% no preço médio.
