Haddad anuncia que decidirá em breve sobre candidatura ao governo de SP
Haddad avalia cenário eleitoral e define futuro político em reunião com Lula e Alckmin.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que tomará uma decisão sobre sua candidatura ao governo de São Paulo em um momento posterior, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, marcada para a próxima terça-feira.
Em uma declaração feita durante uma Aula Magna na FEA-USP, Haddad expressou suas preocupações com o cenário eleitoral de 2026, ressaltando que está atento aos riscos e oportunidades que se apresentam. Ele afirmou que as conversas até o momento têm sido produtivas, mas a definição sobre sua candidatura ainda não está clara.
O ministro também comentou sobre a importância de analisar os cenários eleitorais e as possibilidades que surgem neste contexto. Ele enfatizou que, apesar de já ter manifestado anteriormente que não tinha intenção de se candidatar, a situação política está em constante mudança, e ele permanece vigilante em relação ao futuro do país.
Haddad destacou que ainda é prematuro discutir pesquisas eleitorais, especialmente com o crescimento de candidatos como Flávio Bolsonaro. Segundo ele, as candidaturas começarão a se consolidar apenas após abril, quando a atenção do eleitorado se voltará mais intensamente para as eleições.
O PT e o presidente Lula estão interessados em que Haddad se torne candidato ao governo paulista. Embora haja planos para que ele deixe o Ministério da Fazenda, ainda não há uma data definida para isso. O ministro mencionou que está em diálogo constante com o presidente sobre suas funções e as demandas que surgem antes de uma possível saída do cargo.
Dentro do PT, Haddad e Alckmin são considerados potenciais candidatos ao governo de São Paulo. No entanto, Haddad reiterou sua preferência em apoiar a campanha de Lula, negando rumores de que teria sido persuadido a se candidatar. Ele também confirmou que se reunirá com Lula e Alckmin para discutir estratégias eleitorais, coincidentemente no dia em que o presidente participará da 2ª Conferência Nacional do Trabalho em São Paulo.
Além disso, há especulações sobre a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que pode ser uma candidata ao Senado por São Paulo, necessitando transferir seu domicílio eleitoral até a data limite de 4 de abril. No contexto do PT, a combinação de Marina Silva e Tebet para o Senado é vista como uma chapa ideal.
